O candidato ao governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que a exploração política da Operação Heritage por adversários pode prejudicar o processo eleitoral. A investigação tem entre os principais alvos o ex-governador Mauro Mendes (União) e o deputado federal Fábio Garcia (União), que havia sido escolhido para ser vice na chapa de Pivetta.
“Eu confio na Justiça e confio na inocência dos que foram acusados. Eu confio na inocência. Eu acho que o que foi feito, a exploração desse caso, da maneira que foi feita, prejudica o pleito eleitoral, sim. Prejudica o raciocínio de muita gente”, disse Pivetta.
Deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal, a operação apura suspeitas relacionadas a um acordo de cerca de R$ 308 milhões entre o governo de Mato Grosso e a Oi. A investigação apura possíveis crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados, além de bloqueios de bens de até R$ 316 milhões e quebras de sigilos bancário e fiscal.
A operação também provocou mudanças no grupo político de Pivetta. Garcia desistiu da candidatura a vice e retomou a disputa pela Câmara, enquanto Gisela Simona (União) foi escolhida para a vaga. No governo, Mauro Carvalho deixou a Casa Civil e Francisco Lopes saiu da Procuradoria-Geral do Estado. Pivetta afirmou que os investigados terão oportunidade de apresentar suas versões e disse que o governo mantém as atividades. “Vamos aguardar, cada um vai se defender, o governo do Estado está andando, nós estamos fazendo tudo o que tem que fazer, cumprindo com a nossa missão e é isso que importa”, afirmou.








































