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Abelhas podem elevar produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, sem necessidade de ampliar a área cultivada. Embora a soja consiga realizar autopolinização, a visita dos insetos melhora a fecundação das flores e pode aumentar a quantidade de grãos por vagem.

O resultado, porém, varia conforme a cultivar, o clima, a quantidade de polinizadores e as condições da área ao redor da lavoura. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em plantações de soja e áreas de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. O levantamento registrou ainda 27 espécies que não haviam sido associadas à cultura naquela região.

A preservação da vegetação nativa próxima às plantações é apontada como um dos fatores que favorecem a presença dos polinizadores. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente e faixas com plantas floridas oferecem alimento e abrigo às abelhas ao longo do ano. A atividade também pode gerar renda adicional: segundo a Embrapa, apiários instalados próximos às lavouras podem produzir até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja.

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A convivência entre agricultura e apicultura, no entanto, exige planejamento, principalmente no uso de defensivos agrícolas. Produtores e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário das lavouras e as aplicações, enquanto o manejo integrado de pragas pode reduzir pulverizações desnecessárias. Além do ganho de produtividade, a polinização tem relevância econômica para o país: estudo citado pela Embrapa estima em cerca de R$ 43 bilhões por ano o valor desse serviço para a produção brasileira de alimentos.

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