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IA pode desacelerar salários antes de eliminar empregos

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A inteligência artificial pode estar afetando o mercado de trabalho de uma forma menos visível do que a substituição de trabalhadores: reduzindo o ritmo de crescimento dos salários. Um estudo da gestora americana Apollo Global Management, que analisou 321 ocupações nos Estados Unidos, encontrou crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor entre profissões mais expostas à IA após a popularização de ferramentas generativas.

O levantamento não encontrou evidências estatisticamente significativas de redução de empregos nas ocupações mais expostas. O efeito foi maior entre trabalhadores de menor renda, que tiveram uma diferença relativa de 10,7% no crescimento salarial. A análise considera exposição as atividades em que ferramentas de IA já são utilizadas para executar parte relevante das tarefas.

Entre as profissões mais expostas estão programadores, atendentes de atendimento ao cliente, digitadores, analistas de marketing, transcritores médicos, representantes de vendas, analistas financeiros e profissionais de qualidade de software. Programadores lideram o índice de exposição, mas outros fatores também influenciaram o mercado: entre 2022 e 2024, por exemplo, o emprego na área caiu 17,2%, enquanto analistas financeiros tiveram alta de 16,9%.

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Os pesquisadores apontam que os resultados não permitem atribuir à IA, isoladamente, as perdas de emprego ou de renda observadas em cada profissão. A principal evidência está na diferença de crescimento salarial entre ocupações mais e menos expostas, fenômeno descrito como “compressão salarial”. O estudo, porém, ressalva que o período analisado ainda é curto e que a medida de exposição foi baseada principalmente no uso do Claude, da Anthropic, sem considerar necessariamente todas as ferramentas de IA disponíveis no mercado.

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