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Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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CPI abafada

Foto: Carlos Moura / Agência Senado

A delação de US$ 30 milhões (R$ 149,7 milhões) de Daniel Vorcaro contra o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT-BA), não vai gerar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

 

Impasse político

Governo e oposição, às vésperas das eleições e todos envolvidos com o banqueiro, concordam em evitar às investigações no âmbito legislativo. Com o regimento do Senado em mãos e falta de vontade política da maioria da “Casa federativa”, Alcolumbre sepulta quaisquer indício de CPI.

 

Silêncio…

Até porque, até Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – pré-candidato ao Planalto também enrolado com Vorcaro, que antes pedia CPI, agora se cala. O silêncio sobre o assunto no Senado diz tudo!

 

Conveniência eleitoral

A direita bolsonarista, que deveria exigir transparência e punição, cala-se por conveniência eleitoral, traindo seus próprios discursos. Os liberais que tanto criticam o uso da máquina pública para proteger corruptos, também; e a esquerda, outrora fiscalizadora, agora compactua.

 

Democracia corroída

Essa conivência bipartidária corrói a democracia e afronta o contribuinte, que paga a conta.

 

Só MDB se protege contra facções

Foto: Reprodução / O Globo

Levantamento revela que, entre os maiores partidos do país, apenas o MDB adotou até agora regras específicas contra a filiação de pessoas ligadas às facções criminosas para às eleições de 2026.

 

Infiltração perigosa

Especialistas alertam para uma infiltração do crime organizado na política, enquanto as demais legendas limitam-se a checagens jurídicas básicas, sem mecanismos preventivos rigorosos.

 

Exemplo

O MDB dá exemplo de responsabilidade; os demais partidos, por omissão, abrem brecha para o crime.

 

Medidas anti-crimes

O Estado deve proteger a sociedade e a livre concorrência política. Sem regras claras, a bandidagem corrompe a democracia e afasta o cidadão de bem, exigindo urgente aprovação de medidas anti-crimes em todas as legendas.

 

Ride como saída

Foto: Divulgação / Assessoria

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) propõe uma Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) para resolver o impasse entre Mato Grosso e Pará, ganhando apoio de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – como Flávio Dino e Gilmar Mendes.

 

Cooperação como saída

A ideia cria cooperação entre União, estados e municípios em saúde, educação e segurança, sem alterar limites geográficos, mas reconhecendo a dependência real da população amazônica.

 

Sem tutela

A proposta é acertada por respeitar o federalismo, evitando estatização e tutela centralista. No entanto, é preciso cautela: a RIDE não pode virar desculpa para novos tributos ou inchaço burocrático.

 

Ressarcimento e compensação

O ressarcimento de R$ 350 mil mensais a Paranaíta (MT) e a compensação da Lei Kandir (R$ 7 bilhões para Mato Grosso) mostram que soluções negociadas e fiscalmente responsáveis são o caminho.

 

Pantanal eficiente

Foto: Divulgação / Assessoria

Wellington Fagundes propõe ainda política pública contínua para o Pantanal, unindo preservação e desenvolvimento sustentável, cobrando do governo estadual ações preventivas diante de riscos climáticos severos, como estiagem e incêndios.

 

Pantanal permanente

O senador do PL – pré-candidato ao Palácio Paiaguás – defende planejamento de longo prazo, ciência, infraestrutura (energia e saneamento) e turismo responsável, criticando reações tardias e ações pontuais.

 

Ciência e iniciativa privada

A visão é acertada ao rejeitar o assistencialismo e priorizar soluções baseadas em mérito, ciência e parcerias privadas, como o “Pantanal Iluminado”. O setor produtivo ambientalmente responsável aplaude a ênfase na continuidade da ideia lastreada em eficiência fiscal, desburocratização e respeito à propriedade, sem vedar o uso econômico do bioma. Porém, falta menção à desregulamentação para atrair investimentos.

 

Autonomia reguladora

Foto: Reprodução / Gran Cursos

O veto 51 de 2025 do presidente Lula permite contingenciar verbas de agências reguladoras sob pretexto fiscal. Em manifesto de 47 entidades pediu nesta segunda-feira, 15 de junho, a derrubada.

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Insegurança jurídica

Segundo o manifesto, os cortes sob as agências reguladoras geram insegurança jurídica, afastam capitais e prejudicam o crescimento.

 

Asfixia ao livre mercado

Asfixiar agências é sabotar o livre mercado e a estabilidade institucional. Responsabilidade fiscal não significa paralisar a regulação. Assim derrubar o veto é defender o ambiente de negócios.

 

Parceria estratégica

Foto: Divulgação / Secom-MAPA

A missão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) que foi ao Panamá avançou em cooperação para logística de fertilizantes, com visita a terminais portuários e abertura de mercado para sementes brasileiras de coco e café.

 

Agro sem veto

O país busca diversificar rotas, reduzir vulnerabilidades e ampliar o comércio agropecuário bilateral.

 

Redução da dependência

A iniciativa é acertada: redução da dependência externa via parcerias privadas e livre comércio, fortalecendo o agronegócio com desburocratização e promovendo uma integração competitiva. Falta, porém, corte de impostos para os fertilizantes.

 

Agro sem amarras

Foto: Divulgação / Secom-MAPA

A nova lei (15429 de 2026) torna voluntária a certificação de armazéns agrícolas, o que reduz a burocracia para estimular investimentos privados.

 

Lei que desburocratiza

O déficit de armazenagem chega a 130 milhões de toneladas, enquanto a produção cresce 6,72% ao ano, a capacidade de armazenamento é de apenas 2,38%.

 

Caminho do empreendedor

Medida acertada: o Estado sai do caminho do empreendedor. A liberdade contratual e o respeito à propriedade são pilares que garantem custos menores e mais competitividade.

 

Bioinsumos livres

Foto: Divulgação / Secom-MAPA

O Brasil apresentou na GreenTech Amsterdam 2026 os avanços do marco regulatório de bioinsumos, destacando segurança jurídica e sustentabilidade. A participação do MAPA amplia a cooperação tecnológica e reforça a competitividade do agronegócio nacional.

 

Previsibilidade e sem amarras

A previsibilidade atrai investimentos privados sem depender de subsídios estatais. Agora, resta evitar as amarras regulatórias que travam o mercado voluntário de bioinsumos.

 

Agro na Ásia

Foto: Divulgação / Secom-MAPA

O Brasil participou da “Thaifex Anuga Asia 2026”, em Bangkok, na Tailândia, com 14 empresas e produtos como café, açaí, carnes e vinhos. A feira reuniu 90 mil visitantes e reforça a estratégia de ampliar mercados na Ásia e diversificar a pauta de valor agregado.

 

Livre iniciativa

O governo acerta ao promover o agro, mas deve evitar intervencionismo e focar em redução de impostos e desburocratização para ganhos duradouros.

 

Panorama do crédito

Foto: Divulgação / Secom-MAPA

Crédito rural empresarial somou R$ 433 bilhões entre julho de 20/25 a maio de 2026, o que corresponde a uma queda de 5% ante a safra anterior. A industrialização subiu 59,5% e CPR 8%, mas os investimentos recuaram 28,1% por juros altos.

 

Juros elevados

O setor reclama e exige ampla renegociação das dívidas para garantir as próximas safras. E apontam que os juros elevados – mesmo com a oferta recorde de crédito – travam o produtor.

 

“Renegociação Já”

Renegociar as dívidas é emergencial para evitar falências e proteger a propriedade. O governo erra ao subvencionar apenas parte do crédito; a solução é cortar gastos e reduzir a taxa básica.

 

Rússia reconhece

Foto: Divulgação / Secom-MAPA

A Rússia reconheceu o Brasil como território livre de febre aftosa sem vacinação, ampliando as exportações. A missão do MAPA na Rússia tratou ainda de fertilizantes e comércio bilateral, que superou R$ 49,9 bilhões em 2025.

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Futuro

O futuro da economia é o Brics, com cooperação estratégica. O reconhecimento sanitário prova que o agro brasileiro é confiável. O caminho é ampliar parcerias com Rússia, China e demais, sem viés ideológico, mas com pragmatismo.

 

G7 e livre comércio

Foto: Ricardo Stuckert / Secom-PR

Lula encontra Macron no G7, trata de defesa (PROSUB) e soberania digital com supercomputadores franceses. Com o presidente da Suíça, discute comércio, acordo Mercosul-EFTA e cooperação em IA e transição energética.

 

Cúpula na França

Nas parcerias comerciais com a Suíça e a cooperação em defesa, Lula exacerba seu estatismo digital e ideologia restrita ao “Sul Global”. 

 

STF versus Eduardo Bolsonaro

Foto: Renato Araújo / Agência Câmara

O STF começa a julgar nesta terça, 16, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no processo que condenou seu pai por tentativa de golpe. A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que o ex-deputado ameaçou impor sanções dos Estados Unidos (EUA) a ministros para interferir no julgamento do seu pai. A defesa afirma ser esta uma manifestação política legítima.

 

Coação ou Liberdade?

Os aliados do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro criticam o STF por agir como vítima e juiz e argumentam que ameaçar sanções econômicas faz parte da “liberdade de expressão” e não uma “coação jurídica”. Segundo os bolsonaristas, o Judiciário não pode criminalizar a oposição política demonstrando que o  caso evidencia abuso de poder e falta de isonomia.

 

Greve na TV Justiça

Foto: Divulgação / SJPDF

Jornalistas e radialistas da TV e Rádio Justiça entraram em greve nesta segunda-feira, 15, por atrasos salariais e por não pagamentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que não é recolhido há dez meses.

 

Sem transmissão do julgamento de Eduardo Bolsonaro

A paralisação ameaça a transmissão do julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro – réu por coação, previsto para começar nesta terça, 16, na Primeira Turma da Suprema Corte.

 

Perdeu espaço

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato ao Planalto, afirmou nesta segunda, 15, que o senador e também pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), perdeu espaço para Lula no segundo turno.

 

Anti-Lula

Segundo Caiado, é preciso um candidato capaz de enfrentar Lula e vencer, e sua candidatura – segundo ele – é a que mais se aproxima do petista nas pesquisas.

 

Centro e mercado

Caiado afirma também que para vencer Lula, é preciso um nome competitivo e não apenas ideológico. Segundo ele, Flávio Bolsonaro “erodiu-se” e sua pré-candidatura é a única que pode atrair o centro e o mercado.

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