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Estudo propõe unificar rastreabilidade de soja e carne para reduzir custos e ampliar acesso a mercados

 Foto: Freepik

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A integração dos sistemas de rastreabilidade da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias duplicadas e facilitar o acesso dos produtos brasileiros a mercados como China e União Europeia. A proposta é apresentada em um estudo do WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de controle ambiental e rastreabilidade em operação no país, mas com critérios, bancos de dados e métodos de verificação distintos.

Segundo o levantamento, a fragmentação dos sistemas faz com que produtores precisem fornecer as mesmas informações a diferentes plataformas e cumprir exigências variadas de compradores, certificadoras e mercados internacionais. Em alguns casos, uma propriedade pode estar em conformidade com a legislação brasileira, mas não atender aos protocolos privados adotados por empresas ou às regras ambientais impostas por determinados países.

O estudo destaca que a necessidade de maior integração ganha importância diante do peso das cadeias produtivas brasileiras. Na safra 2025/26, o Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja e deverá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na pecuária, o país mantém o maior rebanho comercial do mundo e lidera as exportações globais de carne bovina, tendo a China como principal destino dos embarques.

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A discussão também ocorre em meio ao avanço das exigências internacionais de rastreabilidade. A União Europeia passará a exigir, a partir do fim de 2026, comprovação de que produtos como soja, carne bovina, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma não tenham origem em áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. Já a China, embora ainda não possua uma legislação semelhante, vem ampliando as exigências relacionadas à origem e à conformidade ambiental dos produtos importados.

Para o WRI Brasil, a integração de informações fiscais, ambientais e comerciais pode tornar os processos mais eficientes e reduzir a burocracia para produtores e empresas. A entidade ressalta, contudo, que a proposta não possui força de lei nem cria uma certificação obrigatória, funcionando como uma recomendação técnica para aproximar sistemas já existentes. A adoção de um modelo integrado, porém, dependerá da participação do setor produtivo, das empresas e do poder público, além da definição sobre os custos de adaptação e a forma de implementação.

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