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Espanha envia Exército após entrada de 49 mil migrantes em Ceuta

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A Espanha reforçou a segurança na cidade de Ceuta, no norte da África, após a entrada de mais de 49 mil migrantes nas últimas 24 horas. Segundo o Ministério do Interior espanhol, a maioria dos recém-chegados é formada por jovens marroquinos, além de famílias e crianças. Diante da pressão sobre a fronteira, o governo mobilizou militares para apoiar a Guarda Civil e a polícia.

A crise também deixou ao menos 24 mortos durante a travessia, de acordo com a agência espanhola EFE. Grande parte dos migrantes chegou nadando pela costa ou contornando os quebra-mares que separam o Marrocos do território espanhol, uma das rotas migratórias mais perigosas da região.

Ceuta é uma cidade autônoma da Espanha localizada no norte da África e, ao lado de Melilla, representa uma das únicas fronteiras terrestres entre a União Europeia e o continente africano. Por integrar o bloco europeu, o território é considerado uma das principais portas de entrada para migrantes que tentam chegar à Europa.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou visita à cidade nesta sexta-feira (31) e afirmou que o governo ampliará a cooperação com o Marrocos para reforçar o controle da fronteira e acelerar os processos de retorno de migrantes, quando houver respaldo legal. A União Europeia também manifestou apoio à Espanha e estuda ampliar a atuação da agência Frontex no controle das fronteiras externas do bloco.

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