Caso Lulinha afeta campanha e empata Lula e Flávio

O caso que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, já produz efeitos sobre a campanha eleitoral e reduz significativamente a vantagem do atual presidente sobre o senador Flávio Bolsonaro.
Distância reduzida
É o que apontam pesquisas internas da campanha petista. Conforme apurou a coluna, é forte a redução da distância entre os dois principais candidatos. A vantagem de Lula, que vinha oscilando entre sete e dez pontos percentuais, caiu para apenas dois a três pontos, retornando a disputa ao empate técnico.
Flávio reclama de ataques da centro-direita

Flávio Bolsonaro reclamou dos ataques que tem recebido de adversários que também disputam o eleitorado de direita e centro-direita. Em transmissão ao vivo, o senador afirmou estar “sozinho de novo” na corrida ao Planalto e cobrou postura mais voltada contra o presidente Lula.
Objetivo comum
Sem citar nomes, Flávio disse que chegou a incentivar algumas dessas pessoas a disputar eleições por acreditar que o objetivo comum deveria ser impedir a continuidade do PT no poder:
“Se você olha para quem são os candidatos, eu estou sozinho de novo. Até aquelas pessoas que se dizem de direita, que eu incentivei.”
Flávio anuncia nomes da equipe econômica

Os cinco novos integrantes de sua equipe econômica de Flávio Bolsonaro se somam à ex-presidente da Caixa Daniella Marques, responsável pelo núcleo de economia da campanha, e ao ex-ministro Adolfo Sachsida, que mantém a coordenação-geral do plano econômico.
Formular propostas
Sachsida afirmou que os novos colaboradores vão formular propostas para enfrentar a combinação de juros altos, endividamento e deterioração das contas públicas. A maior parte do grupo trabalhou na equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro, enquanto um dos indicados atuou no governo Lula.
Demais membros
Além da dupla, está entre os anunciados: Alexandre Messa, doutor em economia pela USP; Alexandre Ywata, engenheiro pelo ITA; Andrei Spacov, PhD pela Universidade da Califórnia; Eduardo Cavendish Carvalho, assessor de investimentos ; e Vladimir Kühl Teles, professor titular de Economia da FGV.
TSE define tempo de TV dos candidatos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu quanto tempo cada candidato à Presidência terá na propaganda eleitoral gratuita em rede nacional de rádio e televisão. O horário eleitoral começa em 28 de agosto.
Requisitos previstos
O tempo destinado a cada candidatura leva em conta a representação dos partidos na Câmara dos Deputados. No caso das coligações, também são consideradas as legendas que as integram e que cumpriram os requisitos previstos pela legislação eleitoral.
O tempo de cada
Lula: 5 minutos e 31 segundos para a Coligação Brasil Pronto para Mais (PT), formada comr PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede. Flávio (PL): 4 minutos e 20 segundos. Caiado (PSD): 2 minutos e 2 segundos.
Augusto Cury (Avante): 35 segundos. Os demais candidatos não terão tempo na propaganda eleitoral gratuita em rede.
Ordem de exibição
Foi feito também o sorteio da ordem de exibição da propaganda no primeiro dia do horário eleitoral. O Avante, de Augusto Cury, ficou em primeiro lugar, seguido pelo PSD, de Ronaldo Caiado; pelo PL, de Flávio Bolsonaro; e pela coligação de Lula. Nos dias seguintes, a ordem de exibição será alternada.
Michelle acena a Raquel Lyra

Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, fez um aceno público à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), ao compartilhar nesta sexta (21) um vídeo publicado pela própria gestora nas redes sociais.
Firmar palanque
A movimentação ocorre em um estado onde o bolsonarismo enfrenta dificuldades para firmar palanque e onde Raquel disputa a reeleição contra João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife.
Rei do Omelete
No compartilhamento feito nos stories do Instagram, Michelle comentou sobre o restaurante visitado por Raquel e escreveu: “Rei do Omelete, quero um dia experimentar”, acompanhando a frase com um emoji.
Obstáculos
O gesto chamou atenção pelo contexto político local. O PL, partido de Michelle e de Flávio Bolsonaro, não lançou candidatura própria ao governo de Pernambuco. Ao mesmo tempo, Flávio, candidato à Presidência, tem encontrado obstáculos para consolidar apoio eleitoral no estado.
São Paulo tem 15 candidatos ao Senado

São Paulo tem nada menos que 15 candidatos disputando as duas vagas no Senado Federal. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), integram a aliança que apoia Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), candidatos do grupo político do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Demais candidatos
Dra. Eliana Ferreira (PSTU). Ednelson Cesaretti (PCO), Geraldo Rufino (Podemos), Guto Schiavetto (Missão), Maíra de Souza (UP), Márcio Alves (UP), Petter Maahs (PCB), Salles (Novo), Soninha Francine (Cidadania), Weller Gonçalves (PSTU), William Teixeira (Agir).
Dissidência do MDB-RS apoia Zucco

Mesmo com o ex-vice-governador Gabriel Souza (MDB) como candidato ao Palácio Piratini e aparecendo na terceira colocação nas principais pesquisas realizadas no estado, uma importante ala do MDB do Rio Grande do Sul tem declarado apoio aberto à candidatura do deputado federal Luciano Zucco (PL).
Campo bolsonarista
O movimento rebelde reúne filiados que inclusive ocupam cargos na executiva estadual do partido e é liderado por emedebistas ligados ao ex-ministro Osmar Terra. Embora tenha migrado para o PL, alguns antigos aliados permaneceram no MDB e mantiveram alinhamento com o campo bolsonarista, passando a atuar em favor de Zucco.
Juliana Brizola avança e empata com Zucco

A disputa pelo governo do Rio Grande do Sul está concentrada entre Zucco (PL-RS) e Juliana Brizola (PDT), enquanto a corrida pelas duas vagas do estado no Senado reúne cinco concorrentes em um bloco mais competitivo.
Paraná Pesquisas
É o que mostra levantamento do Paraná Pesquisas.Na estimulada, Zucco aparece com 34,4% das intenções de voto, contra 31,4% de Juliana Brizola. A diferença entre os dois é de três pontos percentuais e os intervalos estimados a partir da margem de erro se sobrepõem.
Correndo por fora
Bem atrás dos dois primeiros colocados aparece Gabriel Souza (MDB), com 11,3%. Outros candidatos não chegaram a 5%. 7,7% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 6,3% não souberam ou não responderam.
Wagner recebe R$ 533 mil de suplente

O senador Jaques Wagner (PT-BA) recebeu R$ 533 mil em doações de seu suplente, o ex-vereador Edvaldo Brito, para a campanha eleitoral de 2026. Brito é pai do líder do PSD na Câmara dos Deputados, Antonio Brito (PSD-BA).
Contribuições
O TSE mostram que Wagner também recebeu R$ 50 mil do diretório do PT na Bahia. As contribuições registradas até o momento somam R$ 583 mil. Ele declarou patrimônio de R$ 24,5 milhões à Justiça Eleitoral em 2026. Em 2018, o senador havia informado R$ 3,35 milhões em bens, 630% de aumento.
Flavio se reúne com lideranças em Mato Grosso

Em encontro articulado pelo coordenador de sua campanha em Mato Grosso, Flávio Bolsonaro se reuniu em Cuiabá (MT) com lideranças políticas, empresários e representantes do setor produtivo. Na pauta, entre outros assuntos, a arrecadação de recursos e a articulação em torno de palanques.
Persona non grata
A reunião aconteceu em almoço no prestigiado Mahalo nesta sexta (21). E não teve a presença do senador Wellignton Fagundes, candidato do PL ao governo de Mato Grosso, que simplesmente não foi convidado. WF não tem a simpatia do grupo organizador, que fecha com Otaviano Pivetta.
Forte divisão
Para quem não sabe, WF está no centro de uma forte divisão dentro do PL, sendo preterido em favor da cadndiatura do atual governador, candidato do Republicanos. Em contrapartida, estavam presentes o ex-senador Cidinho Santos (PP) e o ex-deputado Nilson Leitão (União).
Bancos perdem mais de R$ 100 bilhões

As ações dos grandes bancos brasileiros registraram forte queda, levando o setor a perder mais de R$ 100 bilhões em valor de mercado. Itaú e BTG Pactual tiveram as maiores perdas, de R$ 32 bilhões e R$ 29 bilhões.
Juros elevados
O movimento ocorre em meio à preocupação com a inadimplência e os juros elevados. A deterioração do crédito pode exigir maiores provisões para perdas, reduzindo os lucros das instituições e a distribuição de dividendos.
Desvalorização
Parte da queda também pode estar ligada à redução da exposição de investidores estrangeiros ao Brasil. Analistas destacam que algumas instituições apresentaram resultados positivos mesmo com a desvalorização de suas ações.
Lula e Trump acertam nova reunião sobre tarifas
Lula telefonou para Donald Trump nesta sexta (21) e contestou as justificativas dos EUA para a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Trump concordou em retomar as negociações comerciais. Eles também discutiram cooperação contra o crime organizado. Lula defendeu que grupos criminosos sejam combatidos sem classificação como terroristas, e Trump se dispôs a ampliar a cooperação.
Ucrânia e Irã
Os dois ainda trataram das guerras na Ucrânia e no Irã. Lula defendeu soluções negociadas e propôs uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para buscar saídas diplomáticas para os conflitos.
EUA libera importação de carne sem tarifa por 90 dias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a importação de até 300 mil toneladas de carne moída sem a tarifa aplicada fora da cota pelo período de 90 dias. A medida busca reduzir em até 25% o preço da carne para os consumidores norte-americanos.
Rebanho reduzido
Trump atribuiu a alta dos preços à redução do rebanho dos EUA e afirmou que o governo incentivará a recomposição das criações. Ele não informou quais países poderão exportar carne aos Estados Unidos com a isenção temporária da tarifa.




















