MATO GROSSO

“Vivemos uma crise de mão de obra”, afirma Governador Mauro Mendes sobre atrasos no BRT

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O governador Mauro Mendes (União) quebrou o silêncio nesta segunda-feira (18) e voltou suas críticas para os atrasos nas obras do Bus Rapid Transit (BRT), em Cuiabá. O trecho sob responsabilidade do Consórcio BRT – que se estende da entrada do bairro CPA até as imediações do prédio do CREA, na movimentada avenida Rubens de Mendonça – já deveria estar pronto desde 11 de agosto, mas segue inconcluso, gerando frustração entre motoristas e moradores que aguardam a conclusão da obra.

A demora acende ainda mais a polêmica em torno do projeto, considerado um dos mais aguardados para a mobilidade urbana da capital, mas que acumula expectativas e reclamações pela lentidão na execução. O governador classificou a situação como preocupante e deixou claro que vai cobrar respostas do consórcio responsável pela entrega.

Mendes afirmou que os atrasos do BRT se devem à falta de mão de obra na construção civil e descartou interferência do governo nos salários. “O governo contrata por licitação, define um preço de referência e as empresas executam. Não cabe ao poder público dizer: ‘melhora o salário do engenheiro ou do pedreiro’. Isso seria uma anomalia”, disse durante o projeto Diálogos com a Juventude, em Cuiabá, com a presença do presidente do STF, Luís Roberto Barroso.

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Mendes afirmou ainda que a falta de mão de obra atinge vários setores, não apenas o BRT. “Vivemos hoje uma crise de mão de obra”, disse, lembrando que Mato Grosso tem a segunda menor taxa de desemprego do país (2,8%). Ele destacou ainda que empresas com baixo desempenho nas obras estão sendo cobradas e poderão ter contratos rescindidos.

Mauro ainda emendou que  o governo seguirá acompanhando de perto as obras do BRT para garantir a entrega à população, reforçando que não aceitará atrasos injustificados nem má execução por parte das empreiteiras.

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