Entenda a decisão de Mendonça de afastar o diretor da PF

A Segunda Turma do Supremo formou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. O julgamento, no entanto, foi suspenso após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que terá até 90 dias para devolver o caso à apreciação do colegiado.
Afastamento
A decisão que originou o processo foi uma medida monocrática do ministro André Mendonça, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e também do delegado Leandro Almada, que ocupava o cargo de diretor de inteligência policial da PF.
Extraordinária
Na sequência, Mendonça solicitou que sua decisão fosse submetida à Segunda Turma, da qual faz parte, pedindo uma sessão extraordinária que foi atendida pelo ministro Luiz Fux, atual presidente da turma.
Placar parcial
A sessão virtual foi aberta às 10h, com prazo inicial até as 23h59. Rapidamente, os integrantes da turma começaram a se manifestar. Além do voto do próprio Mendonça pelo afastamento, os ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques anteciparam seus votos, ambos acompanhando o entendimento do relator.
Pedido de vista
Com isso, mesmo diante do pedido de vista de Gilmar Mendes — que suspendeu formalmente o julgamento —, a maioria de três votos favoráveis ao afastamento já estava configurada em um colegiado de cinco ministros. O voto do quinto integrante, o ministro Dias Toffoli, ainda não havia sido proferido.
Oposição faz ofensiva contra Andrei

A oposição, liderada pelo Novo e o PL, apresentou, na tarde desta terça (8), ofensiva com pedidos contra Andrei Rodrigues, apresentados diretamente na Justiça Federal, na Polícia Federal, na Presidência da República, na Procuradoria-Geral da República e no Supremo.
Pedido de prisão
As iniciativas pedem desde a prisão de Andrei Rodrigues até sua exoneração do comando da PF, além da abertura de investigações criminal, disciplinar e por possível improbidade administrativa.
Diretores da PF apoiam Andrei
Diretores da PF divulgaram nota em que colocam os próprios cargos à disposição e declaram apoio a Andrei Rodrigues.
“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”, afirmam os diretores.
Quem é William Murad, que assumiu a PF

Após a decisão do ministro André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues, o diretor-executivo da corporação, William Murad, assumiu o comando da instituição.
Substituto
Conforme o regulamento e normas da corporação, o diretor-executivo é o substituto imediato do diretor-geral. Assim como o alto-posto da organização, para a posição de número dois também é necessário ser delegado da Polícia Federal de classe especial, categoria que exige formação e tempo de corporação.
Atribuições
Murad mantém seu posto de diretor-executivo, além das atribuições de diretor-geral, tornando-se responsável pela coordenação operacional das atividades da corporação pelo país, administração do orçamento, nomeações e representação do órgão em assuntos oficiais e relações institucionais.
Moraes tem 55 pedidos de impeachment
O ministro Alexandre de Moraes acumula agora 55 pedidos de impeachment no Senado. O número de ações contra o magistrado cresceu depois que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) entrou com mais uma solicitação.
Inelegibilidade
Vieira pede que Moraes perca o cargo e seja inelegível por 8 anos. A nova ação foi assinada por ao menos 21 senadores e entra em uma lista de pedidos que se arrastam desde 2021. As petições foram feitas por deputados, senadores, associações, organizações e até cidadãos comuns.
Temer orientou Moraes a diálogo com Mendonça

O ex-presidente Michel Temer, que foi quem indicou Alexandre de Moraes ao Supremo, disse que conversou por telefone com ele e orientou o magistrado a buscar diálogo com André Mendonça para tentar conter a crise na Corte.
A conversa ocorreu antes de Mendonça determinar, nesta terça-feira (8), o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada.
“Eu sempre estive naquela linha da pacificação, da tranquilização do país. Essa questão do Supremo realmente é muito grave. Então, às vezes, como uma disputa entre setores, ainda que seja entre o Alexandre e o Mendonça, o ideal seria dialogarem lá, todos eles, e chegarem a uma composição, porque qualquer solução litigiosa, digamos assim, que o Supremo venha a dar será péssima para o país”, disse Temer.
Fachin recebe Messias e ministro da Justiça

O presidente Edson Fachin se reúniu na tarde desta terça (8) com o advogado-geral da União, Jorge Messias, e com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. A coluna apurou que a AGU pretende recorrer da decisão de Mendonça.
Fachin quer tirar Mendonça dos casos Master e INSS

Edson Fachin avalia retirar do ministro André Mendonça a relatoria das investigações que envolvem o Banco Master e o INSS. A medida busca conter a crise aberta no tribunal após o embate público entre Mendonça e Alexandre de Moraes.
Discussão
Fachin reuniu auxiliares no domingo (6) para discutir como conduzir a disputa e quais medidas institucionais pode adotar. A discussão começou antes de Mendonça determinar, nesta terça (8), o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal.
Lula deve convocar Conselho da República

Diante da escalada na crise institucional e dos últimos resultados nas pesquisas de opinião, auxiliares do presidente Lula passaram a defender uma resposta mais incisiva do governo, o que incluiria a convocação do Conselho da República.
Essencial
Interlocutores diretos do presidente acham essencial uma nova conversa urgente entre Lula e o presidente da Corte, Edson Fachin, para avaliar os próximos passos e buscar uma “solução pacificadora”.
Preocupação
O clima hoje no Palácio do Planalto é de extrema preocupação com o desempenho de Lula nas pesquisas e com a disputa contra o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que apareceu numericamente à frente do petista em simulação para o segundo turno da Nexus, divulgada nesta terça-feira (8).
Flávio ataca Andrei: “Pau-mandado”

Flávio Bolsonaro chamou Andrei Rodrigues de “cupincha” e “pau-mandado” do presidente Lula ao comemorar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. Nas redes sociais, Flávio escreveu que o chefe da PF seria “companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula”.
‘Grupo especial’
Flávio classificou a situação como um suposto “grupo especial de Lula na Polícia Federal” e disse que ele teria sido “desmascarado oficialmente”. As acusações foram publicadas pelo senador após a decisão do STF.
Alcolumbre deve manter freio a pautas contra STF

A coluna apurou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, continuará barrando pautas de confronto com o STF, apesar do agravamento da crise entre a Corte e a Polícia Federal. Senadores consideram praticamente nula a chance de avanço dessas medidas antes das eleições.
Investigações
A crise, porém, pode reforçar o discurso da oposição favorável a ações contra ministros do Supremo. A tensão aumentou com o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, além de determinar investigações sobre ambos.
BTG/Nexus: Flávio tem 46% e Lula 45% no 2º turno

Flávio Bolsonaro aparece pela primeira vez numericamente à frente do presidente Lula em uma simulação de segundo turno da pesquisa BTG/Nexus. Divulgada nesta terça (8), a aferição mostra o senador com 46%, contra 45% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos.
Confrontos
O resultado inverte o placar da rodada anterior. Em 31 de agosto, Lula tinha 46%, e Flávio, 45%. Até então, o presidente havia liderado numericamente todos os confrontos entre os dois registrados na série da Nexus.
Primeiro turno
No primeiro turno, porém, Lula continua à frente. O petista tem 39%, ante 35% de Flávio. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 9%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) têm 4% cada, e Romeu Zema (Novo), 1%.
Empate na Quaest
Na pesquisa Quaest, divulgada na segunda (7), Lula e Flávio também estão empatados, com 41% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno. É a primeira vez que os dois aparecem com o mesmo percentual no levantamento.
Caiado critica Lula e Flávio Bolsonaro

O candidato Ronaldo Caiado (PSD) disse, nesta terça que o presidente Lula “está atrasado 100 anos” e Flávio Bolsonaro “não tem noção do Brasil” ao comentar sobre desenvolvimento industrial do país.
Indústrias
O candidato do PSD defendeu a construção de indústrias que processem a matéria-prima no país, em vez de enviar os insumos para serem exportados, durante visita ao CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas.
“Então, o prejuízo que está dando ao futuro do Brasil é muito grande. E, ao mesmo tempo, o Flávio não tem conhecimento disso. Ele não tem noção do Brasil. Como é que vai governar o país?”, afirmou.
Benedita e Crivella lideram ao Senado no RJ
Os deputados federais Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) lideram a disputa pelas duas cadeiras abertas para representar o Rio de Janeiro no Senado Federal. Segundo levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado nesta terça (8), Benedita tem 30,7%, seguida de Crivella, com 20,5%.
Outros nomes
No cenário testado aparecem na sequência os candidatos Pedro Paulo (PSD), com 17,8%; Carlos Jordy (PL), 14,1%; Carlos Portinho (PL), 13,3%; Waguinho (Republicanos), 8,4%; Monica Benicio (PSOL), 6,5%; Marcos Dias (Pode), 3,4%; e Comandante Ribeiro Afonso (Democrata), 2,4%.



















