A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) negou ter pedido votos para o senador Carlos Fávaro (PSD) e afirmou que apenas dividiu palanque com o adversário durante um ato político do deputado federal Emanuelzinho (PSD). A reação da emedebista ocorre após a circulação de um vídeo em que declara que gostaria de chegar ao Senado “ao lado do Fávaro”. Segundo a postulante, a fala dita em evento sobre pautas femininas representou apenas uma postura de respeito institucional com outros concorrentes.
A gravação provocou atrito porque Janaina integra a coligação encabeçada pelo PL e tem José Medeiros (PL) como companheiro de chapa no pleito de dois votos ao Senado, além de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. Por outro lado, Fávaro compõe o campo político aliado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apoia a candidatura de Doutora Natasha (PSD) ao governo estadual. A dobradinha informal no palco acendeu o sinal de alerta entre os aliados conservadores de Riva.
Para a candidata, a repercussão negativa é fruto da resistência interna do próprio PL e de um movimento estratégico promovido por adversários que tentam desidratar sua força eleitoral. Liderando as intenções de voto no estado, a emedebista argumentou que se tornou o alvo principal das campanhas concorrentes por conta de seu desempenho nas pesquisas e reiterou que continuará prestigiando eventos de diferentes grupos políticos sem restringir acenos polidos.
A controvérsia explicita a fragilidade e as contradições das alianças pragmáticas construídas para a disputa das duas vagas ao Senado em Mato Grosso. Ao manter a postura de trânsito livre por palanques opostos, Janaina Riva tenta preservar seu apelo popular amplo, enquanto precisa administrar o descontentamento da ala bolsonarista que exige alinhamento ideológico exclusivo na reta final do pleito.
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