O Pará vai recuperar 10.346 hectares de floresta degradada na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, entre Altamira e São Félix do Xingu, em um projeto que prevê investimento de aproximadamente R$ 257 milhões. A iniciativa utilizará espécies nativas da Amazônia, gerará empregos nas comunidades próximas e pretende transformar a restauração ambiental em uma atividade econômica.
Do total, R$ 180 milhões serão financiados pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, administrado pelo BNDES, podendo cobrir até 80% dos investimentos previstos nos primeiros anos. O projeto integra a primeira concessão pública brasileira voltada especificamente à restauração ecológica com geração de créditos de carbono, com contrato de 40 anos e manutenção da propriedade pública da área.
A recuperação será executada pela concessionária Triunfo do Xingu Restauração Ecológica S.A., com plantio de mudas, semeadura direta e condução da regeneração natural. A previsão é utilizar cerca de 200 toneladas de sementes de mais de 50 espécies amazônicas, incluindo árvores ameaçadas de extinção, fortalecendo coletores, viveiros, associações e outros segmentos da cadeia de restauração florestal.
A expectativa é que a floresta restaurada retire aproximadamente 4,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente da atmosfera durante a concessão. O projeto também prevê capacitação de trabalhadores locais, investimentos em pesquisa e monitoramento e aplicação de parte da receita em ações sociais, ambientais e fundiárias. A experiência no Xingu será acompanhada como um possível modelo para ampliar a recuperação de áreas públicas degradadas no Pará.




















