MATO GROSSO

Deputados de MT reagem a Pivetta e defendem cronograma para dívida com servidores

Sessão solene ALMT e apresentação do Governo do Estado dos Investimentos no Estado de 2019 a 2025 - Foto por: Angelo Varela e Marcos Lopes / ALMT

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Deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) rebateram as declarações do governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), que se manifestou contra a quitação do passivo da Revisão Geral Anual (RGA) sonegada aos servidores entre 2017 e 2021. Parlamenares classificaram como “terrorismo” a estimativa do chefe do Executivo de que a dívida alcançaria R$ 4 bilhões e disseram que a promessa de pagamento inviabilizaria os investimentos estaduais.
Em resposta, o presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), afirmou que o Estado possui capacidade financeira para negociar os débitos, desde que haja diálogo aberto sobre os números do orçamento. Na mesma linha, Carlos Avallone (PSDB), integrante da Comissão de Fiscalização Orçamentária, defendeu a realização de um estudo técnico para apurar a porcentagem exata da defasagem salarial e elaborar uma programação viável de pagamento.
A contestação aos valores apresentados pelo Executivo ganhou tom mais severo com o deputado Lúdio Cabral (PT), que acusou Pivetta de falta de compromisso com o funcionalismo e afirmou que o impacto real da medida não passa de R$ 300 milhões. Já o deputado Wilson Santos (PSD) recorreu à sua experiência como ex-prefeito de Cuiabá para argumentar que a liquidação de restos a pagar depende estritamente da gestão de prioridades orçamentárias de cada administração.
A pressão do Legislativo indica que o impasse sobre o reajuste acumulado deve se consolidar como um dos pontos centrais do debate eleitoral no estado. Enquanto a Assembleia busca construir um cronograma gradual de ressarcimento para as próximas gestões, a indefinição mantém acirrada a disputa política entre os pré-candidatos ao governo e as entidades representativas dos servidores públicos.
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