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Floripa ainda tropeça onde deveria estar correndo

Floripa ainda tropeça onde deveria estar correndo. Floripa não precisa de mais discurso. Precisa de ação. Urgente. E definitiva.

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Por Caco Pereira

Hoje foi dia de rever pautas “novas” na política de Florianópolis. Novas entre aspas mesmo, porque já vimos esse filme. Só trocaram o elenco.

Primeiro, a antiga rodoviária voltou à cena. Vereadores pediram ajuda ao Ministério Público pra tentar salvar o prédio do abandono total. Só faltou chamarem a Defesa Civil e um médium, porque a situação já passou do estágio de “preocupante”. Tem político que trata espaço público como se fosse uma herança maldita — ninguém quer assumir, ninguém resolve. Enquanto isso, o prédio apodrece no centro da cidade. Literalmente. Mas calma, já estão fazendo “estudos”. Desde 2014.

Depois veio a notícia de que a educação municipal melhorou seus índices. Redução na defasagem escolar. Ótimo. Mas antes que batam palmas, vale lembrar que estamos celebrando uma melhora no básico. A mesma educação que ficou sem estratégia clara na pandemia agora corre atrás do prejuízo. Resultado do esforço das escolas? Com certeza. Visão estratégica da gestão? Só se for no PowerPoint.

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Pra fechar, o governo estadual lançou um edital para ampliar o acolhimento a mulheres vítimas de violência. Importante, claro. Mas por que políticas públicas pra isso sempre vêm em formato de edital emergencial? Violência doméstica não é surpresa de verão. Já é rotina no noticiário — e na vida real. Falta vontade política pra tratar o problema como prioridade, não como pauta de ocasião.

Resumo do dia: seguimos a tradição local de reagir tarde, planejar demais e executar de menos. A política daqui parece novela: você sai, volta meses depois e tá tudo no mesmo episódio.

Floripa não precisa de mais discurso. Precisa de ação. Urgente. E definitiva.

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