Uma mulher de 70 anos perdeu mais de R$ 37 milhões em um golpe envolvendo uma falsa plataforma de investimentos, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O caso levou à deflagração da Operação Criptoabate, nesta quinta-feira (13), contra 18 investigados por suspeita de participação em um esquema de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
A operação cumpre dez mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Entre os alvos estão empresários ligados à movimentação de criptoativos e uma gerente bancária. Até o início da manhã, dois investigados haviam sido presos.
Segundo a investigação, a vítima foi inserida em grupos de mensagens que simulavam comunidades de investidores, com supostos especialistas e resultados financeiros positivos. Após realizar aportes sucessivos, ela teria sido impedida de sacar os valores e passou a receber novas cobranças, apresentadas como taxas e impostos necessários para liberar o dinheiro.
A polícia identificou ao menos 140 possíveis vítimas ligadas à mesma estrutura e agora busca rastrear bens e valores que possam ser recuperados. A investigação aponta que os recursos eram transferidos entre empresas e intermediadores antes de serem convertidos em criptomoedas, em um modelo de fraude conhecido como “pig butchering”, baseado na construção gradual de confiança para induzir a vítima a realizar depósitos cada vez maiores.

























