O Senado Federal recebeu 21 novos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entre 1º e 21 de setembro. Alexandre de Moraes foi alvo de 16 representações, enquanto Dias Toffoli recebeu duas, Flávio Dino uma e André Mendonça duas. O aumento ocorreu em meio às repercussões de informações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Entre os autores estão cidadãos e parlamentares, como os senadores Carlos Viana (PSD-MG), Damares Alves (Republicanos-DF), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Magno Malta (PL-ES) e Cleitinho (Republicanos-MG). Também há uma representação apresentada por Renan Santos, candidato à Presidência. O Senado confirma que qualquer cidadão pode apresentar denúncia por crime de responsabilidade contra ministro do STF.
Parte das novas representações menciona suspeitas relacionadas a supostas interações entre ministros e Daniel Vorcaro e pede a apuração de possíveis crimes de responsabilidade. As alegações são apresentadas pelos autores das denúncias e ainda não representam conclusão sobre eventual irregularidade. No caso de Moraes, por exemplo, há pedidos protocolados em setembro que permanecem aguardando despacho no Senado.
Segundo as regras do Senado, cabe ao presidente da Casa despachar as denúncias, que passam por análise técnica antes de eventual deliberação. A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade, enquanto a Lei nº 1.079/1950 estabelece as condutas que podem fundamentar a denúncia. O Senado informa que nenhum pedido de impeachment de ministro do Supremo foi aprovado até hoje.


















