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Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Governo de SP

Um político de enorme experiência, em Brasília, e muito ligado a Gilberto Kassab – chefe da Casa Civil do governo Tarcísio, em SP, afirmou: “Tarcísio não trocará a quase garantia de reeleição por uma aventura no Planalto, em 2026”. (Foto: Reprodução / Redes Digitais)

Uma fonte próxima ligada ao presidente nacional dos Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), informou a reportagem desta coluna, que as informações “plantadas” na imprensa de que dariam conta de que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) teria concordado em apoiar a candidatura do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) à Presidência da República, em 2026, “não conferem com a realidade”. Além desta fonte dentro do partido da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), uma outra fonte ligada diretamente à gestão Tarcísio no Palácio dos Bandeirantes também sinalizou na mesma direção. “Tarcísio será candidato à reeleição em 2026, todo o resto não passa de especulação”.

 

 

Ratinho

Carlos Roberto Massa, conhecido popularmente como Ratinho Jr. por ser filho do apresentador do SBT – Ratinho, é especulado para ser o candidato do PSD à Presidência da República, em 2026. Mas seu pai, que além de apresentador, é empresário, quer o filho no Senado. (Foto: Divulgação / PSD)

Em meio às “informações”, que inundaram boa parte das notícias desta quinta-feira, 25 de setembro, dando conta que o governador Tarcísio de Freitas conta agora com “apoio oficial” do ex-presidente Bolsonaro para ser o candidato do bolsonarismo nas eleições de 2026, em que até a federação União progressista – formada por União Brasil e PP – teria fechado também o apoio a candidatura do governador paulista ao Planalto, um bastidor agitou justamente as legendas comandadas por Antonio Rueda e pelo senador Ciro Nogueira: que seria um acordo entre o PSD, de Kassab, com a federação União progressista para lançar o governador paranaense Ratinho Júnior (PSD) à Presidência, tendo como vice o governador goiano Ronaldo Caiado (União Brasil). Mas uma fonte, próxima à Ratinho, disse à reportagem desta coluna, que o governador paranaense será “mesmo” candidato ao Senado, em 2026.

 

 

Tumultuando

A nova iniciativa de Paulinho da Força, após vincular sem sucesso a votação da anistia ao projeto da isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, é querer elevar a isenção para R$ 7 mil e tentar inviabilizar a proposta do governo, face a dificuldade compensar esta iniciativa com alguma outra fonte de recurso de arrecadação. (Foto: Reprodução / Redes Digitais)

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do “PL da anistia” aos condenados pelos atos relacionados ao 8 de janeiro de 2023, em que quer transformá-lo no “projeto da redução de penas”, depois de tumultuar ainda mais o clima, já “azedo” e “bélico” entre às cúpulas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ao afirmar que a aprovação do projeto da isenção de imposto de renda para quem ganha R$ 5 mil estaria vinculado a votação do “PL da redução das penas”, o que foi refutado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), desmarcando até a votação do “PL da anistia” que aconteceria na próxima terça-feira, 30 de setembro, afirmou agora a noite desta quinta – em suas redes digitais – que acabou de apresentar um projeto elevando a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 7 mil.

 

 

Sem saída

Os ministros André Fufuca e Celso Sabino permanecem em seus postos no governo federal, mesmo com a ordem de seus partidos de abandonar suas funções no Executivo federal. (Foto: Divulgação / Liderança do União Brasil)

Apesar direção da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), de determinar a saída dos seus parlamentares André Fufuca (PP-MA) e Celso Sabino (União Brasil-PA), dos respectivos cargos em que ocupam no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ambos – aproveitando o desgaste em que os presidentes nacionais das duas legendas – Antonio Rueda, do união Brasil, e o senador Ciro Nogueira (PI), vem enfrentando desde que vieram à tona informações de que eles teriam relações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), decidiram ir “ficando” à frente dos Ministérios dos Esportes e do Turismo. Tanto Fufuca, quanto Sabino, fizeram uma espécie de “pacto” para não deixarem seus postos. Eles acreditam que enquanto persistir a investigação da Polícia Federal (PF), ambos conseguirão permanecer no governo mesmo com a ordem para se retirarem.

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COP-30

Caso obtenha a licença para permanecer no governo e não exercer atividades dentro do União Brasil, Celso Sabino já teria o apoio do presidente Lula, que o manteria no cargo dentro da “cota pessoal” do presidente. (Foto: Joédson Alves / Agência Brasil)

O caso do ministro Celso Sabino é mais emblemático. Politicamente, o deputado paraense quer e precisa estar à frente da sua pasta pelo menos até o mês de novembro, quando a capital do seu estado – que será também a capital brasileira na ocasião – receberá a 30ª edição da Conferência sobre Mudanças no Clima (COP-30), que acontecerá entre 10 e 21 de novembro, mas com o encontro de cúpula ocorrendo nos dias 6 e 7 daquele mês. Para evitar deixar o cargo e não se indispor com a cúpula partidária, Sabino negocia uma licença do partido. Até porque o ministro do Turismo não definiu ainda se o seu futuro político será o de permanecer na agremiação partidária. Ele estuda possibilidades de vir a ser candidato tanto a governador, como senador, e caso opte por alguma destas candidaturas, é provável que saia da legenda e aceite o convite para ingressar num outro partido.

 

 

Sem COP

O maranhense Fufuca, que presidiu nacionalmente o PP quando Ciro foi ministro da Casa Civil de Bolsonaro, conta com o apoio dos colegas de direção para permanecer à frente do Ministério dos Esportes. (Foto: Ricardo Stuckert / Secom-PR)

Situação semelhante é a do ministro dos Esportes, André Fufuca, que também pretende seguir no governo Lula e contar com o apoio do presidente nas suas costuras políticas de 2026 no estado do Maranhão. Apesar de não ter uma justificativa tão plausível para permanecer no cargo, Fufuca – diferente de Sabino que pode deixar o União Brasil – integra a executiva do PP, do qual é vice-presidente com trânsito largo tanto com o dirigente Ciro Nogueira, como com outros caciques que “mandam” na legenda como o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (AL) e o paraibano Aguinaldo Ribeiro. Desta forma, com a permanência de Fufuca no governo, se abre um álibi para o “companheiro” de Esplanada do União Brasil também permanecer. Pois, se Sabino tiver que deixar o governo por falta de articulação com a direção do União Brasil e Fufuca permanecer, o cenário – que alguns chamam de “desunião” – seria ainda mais explosivo internamente.

 

 

Mudanças no “Eco Invest Brasil”

As operações da linha de financiamento passam agora a contar com juros de 1% até 4% ao ano. (Foto: Reprodução / Demarest)

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira, 25 de setembro, ajustes na regulamentação do programa “Eco Invest Brasil” para autorizar investimentos em participação societária. Com esta decisão, o programa agora pode usar fundos de investimento para tomar participação no capital de empresas dedicadas a projetos sustentáveis, indo além de simples empréstimos ou financiamentos. Reduzindo assim um risco das flutuações do câmbio (Real/Dólar), tornando o mecanismo mais competitivo para captar recursos no exterior para “projetos verdes” e voltados à transição energética – ao mesmo tempo que evita transações por ações conhecidas no mercado como “greenwashing”, quando empresas apresentam projetos que vendem a imagem de sustentabilidade – mas diminuem, por exemplo, os gases do efeito estufa.

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Medidas atualizadas

Há um pouco mais de um mês para o início da COP-30, o governo brasileiro buscar oferecer um cardápio maior e moderno para atrair investidores estrangeiros em ações sustentáveis. (Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

As alterações realizadas pelo CMN alinha o Brasil dentro da agenda global e posiciona o país de forma estratégica no cenário internacional. Com a crescente demanda global por investimentos sustentáveis (ESG). Com as mudanças, o “Eco Invest Brasil” atuará como um indutor e mitigador de riscos, usando recursos públicos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima para alavancar capital privado, nacional e internacional, direcionando-o para setores prioritários como energia renovável, mobilidade verde, bioeconomia. As mudanças tem como objetivo fazer uma sinalização para o mercado de uma iniciativa técnica combinada às melhores práticas internacionais para mobilizar capital destinado à “economia verde”.

 

 

Sem blindagem

Para Wellington Fagundes, a rejeição da “PEC da Blindagem”, ou da “PEC da bandidagem” reforça compromisso do Senado com a sociedade. (Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado)

Favorito na corrida eleitoral para se eleger governador de Mato Grosso, em 2026, o líder do bloco Vanguarda no Senado, formado por PL e Novo, o senador Wellington Fagundes afirmou que o resultado da votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do do Senado em enterrar e mandar ao arquivo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada por 342 deputados com a justificativa de salvaguardar as “prerrogativas parlamentares”, mas que ficou conhecida na opinião pública como “PEC da blindagem” ou “PEC da bandidagem”, de ter sido uma decisão madura diante do “clamor da sociedade”. “O Senado é a casa da maturidade. Aqui temos que buscar sempre o diálogo e aquilo que é melhor para a sociedade”, afirmou.

 

 

Sem blindagem 2

Fagundes lamentou que o seu partido, PL, apoiou a “PEC da blindagem” na votação da Câmara, mas ele reforçou, que o partido mudou de posição se debruçar sobre a matéria, quando em tramitação no Senado e orientou a votação contra por entender os riscos institucionais causados pela proposta. (Foto: Saulo Cruz / Agência Senado)

O bolsonarista mato-grossense salientou que a votação na CCJ demonstrou um compromisso do parlamento com a sociedade. “Mais do que nunca, a população tem a certeza de que não estamos discutindo ideologia, mas sim justiça igual para todos”, completou. “Não vamos perder tempo discutindo o que a sociedade não aceita. A pauta agora é facilitar a vida das pessoas. Precisamos aprovar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, escalonada até R$ 7 mil, além de outras medidas que gerem emprego, oportunidades e garantam serviços públicos de qualidade, como creche, escola, saúde e segurança. Esse é o compromisso do PL, do Bloco Vanguarda e de todos nós”, concluiu.

 

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