Antes da eleição, a SOBRETUDO fez o que uma análise eleitoral precisa fazer quando quer ser cobrada depois: colocou nomes no papel.
Foram 58 apostas para as 58 cadeiras em disputa entre Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa e Senado. Agora, com a urna respondendo, chegou a hora de conferir sem mudar a régua.
E o resultado foi de 43 acertos em 58 apostas. Um índice de 74,1% de acerto.
Não é hora de transformar o número em troféu. Nem de esconder os erros. A graça de uma aposta eleitoral está justamente em descobrir onde a leitura do cenário funcionou e onde a realidade foi diferente.
Senado: 2 de 2
Aqui, a SOBRETUDO acertou integralmente.
Nossa aposta foi Carol de Toni e Carlos Bolsonaro para as duas cadeiras de Santa Catarina. Os dois foram eleitos.
Acerto: 100%.
Câmara: 10 de 16
Na Câmara, a leitura acertou 10 dos 16 eleitos.
A SOBRETUDO colocou na lista nomes que efetivamente chegaram à Câmara e também apostou em candidatos que, apesar de estarem no radar, não conseguiram transformar a expectativa em cadeira.
Acerto: 62,5%.
Foi justamente na Câmara que a disputa mostrou como a eleição proporcional pode contrariar uma leitura baseada apenas em nomes. A força das chapas, dos partidos e das federações teve peso decisivo na composição final.
Assembleia: 31 de 40
Foi onde nossa leitura chegou mais perto do resultado final.
Das 40 apostas para a Assembleia Legislativa, 31 se confirmaram.
A maior parte dos nomes projetados pela SOBRETUDO conseguiu chegar às 40 cadeiras, mas nove apostas não se confirmaram.
Acerto: 77,5%.
O placar final
A conta é simples:
Câmara: 10 acertos em 16
Assembleia: 31 acertos em 40
Senado: 2 acertos em 2
Total: 43 acertos em 58 apostas.
74,1% DE ACERTO
Mas talvez o mais importante não seja o percentual.
Uma análise eleitoral só pode ser realmente avaliada depois que a urna fecha. Antes dela, existem pesquisas, tendências, estruturas partidárias, históricos, alianças e percepção política. Depois dela, existe o resultado.
A SOBRETUDO colocou 58 nomes na mesa.
A urna confirmou 43.
Nos outros 15, erramos.
E não há problema em reconhecer isso. Pelo contrário.
Uma análise séria não é aquela que tenta parecer infalível depois do resultado. É aquela que mostra o que viu, assume o que não viu e aprende com o que a urna mostrou.
Acertar 43 de 58 é uma marca importante. Mas os 15 erros são tão importantes quanto os 43 acertos.
Porque eleição não termina quando fazemos uma aposta.
Termina quando a urna responde.

























