A eleição deste domingo deixou uma fotografia muito clara de Santa Catarina: Jorginho Mello foi reeleito em primeiro turno com 2.901.220 votos, 68,93% dos votos válidos, e transformou sua vitória em uma demonstração de força política muito maior do que a disputa pelo governo.
Não foi apenas uma vitória para o Executivo.
O PL elegeu os dois senadores de Santa Catarina, conquistou 7 das 16 cadeiras na Câmara dos Deputados e garantiu 16 das 40 vagas na Assembleia Legislativa.
É uma concentração de força eleitoral que coloca o partido em uma posição central na política catarinense.
E existe um dado político ainda mais importante nessa fotografia: o eleitor que reelegeu Jorginho também ajudou a construir uma representação majoritária do mesmo campo político no Senado, na Câmara e na Assembleia.
No Senado, Carol De Toni e Carlos Bolsonaro ficaram com as duas vagas de Santa Catarina.
Na Câmara, o PL terá sete deputados federais.
Na Assembleia Legislativa, serão 16 deputados em um Parlamento de 40 cadeiras.
Governo, Senado, Câmara e Assembleia. O 22 saiu das urnas com força nos quatro níveis de representação.
Jorginho não bateu seu próprio recorde de votação. Em 2022, quando foi eleito pela primeira vez, recebeu uma votação ainda maior, tanto em números absolutos quanto em percentual. Mas há outra dimensão neste resultado: desta vez, a vitória veio já no primeiro turno e acompanhada de uma ampla expansão da representação do PL.
É isso que transforma o resultado deste domingo em algo maior do que uma reeleição.
E o resultado catarinense também precisa ser observado dentro de um cenário regional.
O Sul do Brasil elegeu governadores e senadores ligados à direita, reforçando nas urnas a presença desse campo político em Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Santa Catarina, porém, produziu uma fotografia particularmente clara.
Jorginho terá mais quatro anos de governo. O PL terá 16 deputados estaduais, sete deputados federais e dois senadores eleitos pelo Estado.
Isso muda o equilíbrio político catarinense.
Mas também aumenta a responsabilidade.
Uma vitória dessa dimensão entrega capital político, mas também eleva a cobrança. A partir de agora, a eleição termina e começa outra etapa: transformar a força das urnas em articulação, representação e resultados.
O eleitor foi claro. Jorginho venceu com 68,93% dos votos válidos. O 22 elegeu seus dois senadores e ampliou sua presença no Congresso e na Assembleia. E Santa Catarina reforçou, junto com os demais estados do Sul, a presença da direita no comando político da região.
A urna entregou força. Agora começa a cobrança pelo que será feito com ela.

























