A eleição para governador foi definida já no primeiro turno em 20 estados neste domingo (4), o maior número desde a redemocratização. O recorde anterior havia sido registrado em 2010, quando 18 estados escolheram seus governadores sem necessidade de uma segunda votação. Em sete unidades da Federação — Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal — a disputa continuará no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O resultado mostra a força de partidos de direita e centro-direita na eleição estadual. O PL foi a legenda que mais conquistou governos já no primeiro turno, com seis eleitos: Jorginho Mello, em Santa Catarina; Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul; Douglas Ruas, no Rio de Janeiro, caso a situação eleitoral seja confirmada; Sergio Moro, no Paraná; Arthur Henrique, em Roraima; e Marcos Rogério, em Rondônia. O Republicanos elegeu Tarcísio de Freitas em São Paulo, Cleitinho em Minas Gerais e Otaviano Pivetta em Mato Grosso.
No Nordeste, o PT preservou espaço com as reeleições de Rafael Fonteles, no Piauí, Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Elmano de Freitas, no Ceará. A região teve oito governadores definidos no primeiro turno, o maior número entre as cinco regiões brasileiras. Pernambuco reelegeu Raquel Lyra (PSD), enquanto Alagoas elegeu JHC (PSDB), Maranhão escolheu Eduardo Braide (PSD) e Paraíba reelegeu Lucas Ribeiro (PP).
No Sul, três estados definiram seus governadores no primeiro turno. Jorginho Mello (PL) foi reeleito em Santa Catarina, enquanto Sergio Moro (PL) conquistou o governo do Paraná e Luciano Zucco (PL) venceu no Rio Grande do Sul. Zucco recebeu 58,05% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. No Paraná, Moro alcançou 50,11% e garantiu a vitória sobre Sandro Alex e Requião Filho.
No Centro-Oeste, os três estados também encerraram a disputa no primeiro turno. Daniel Vilela (MDB) foi eleito em Goiás com 59,17%, Otaviano Pivetta (Republicanos) foi reeleito em Mato Grosso e Eduardo Riedel (PP) conquistou um novo mandato em Mato Grosso do Sul. Pivetta assumiu o governo mato-grossense em março deste ano, após a saída de Mauro Mendes, e agora permanecerá no cargo por mais quatro anos.
No Norte, quatro estados definiram o governador no primeiro turno. Eduardo Braide (PSD) venceu no Maranhão, Dr. Daniel (Podemos) foi eleito no Pará, Arthur Henrique (PL) conquistou o governo de Roraima e Marcos Rogério (PL) venceu em Rondônia. Já no Amazonas, a eleição ficou para a segunda etapa, com Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL) classificados para a disputa de 25 de outubro.
São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país, também definiram seus governadores sem segundo turno. Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito em São Paulo com 62,65% dos votos válidos, enquanto Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito em Minas Gerais. O resultado consolida o Republicanos no comando dos dois estados mais populosos do país.
A segunda rodada será decisiva para completar o mapa dos governos estaduais. No Acre, Mailza Assis (PP) enfrentará Alan Rick (Republicanos); no Amazonas, Omar Aziz disputará contra Maria do Carmo; no Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) enfrentará Ricardo Ferraço (MDB); e no Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União) disputará contra Cadu de Lula (PT). No Tocantins, a disputa será entre Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PP); no Distrito Federal, Celina Leão (PP) enfrentará Leandro Grass (PT). No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) seguem na disputa, embora a situação dos votos de Anthony Garotinho ainda dependa de decisão da Justiça Eleitoral.
O mapa estadual definido em 4 de outubro, portanto, combina reeleições e mudanças de comando, com predominância de partidos de direita e centro-direita entre os eleitos. Dos 20 governadores escolhidos no primeiro turno, 13 são de partidos identificados nesse campo político, segundo levantamento do Poder360. O cenário ainda será completado em 25 de outubro, quando sete disputas estaduais serão decididas e poderá haver alteração no equilíbrio político dos governos estaduais para os próximos quatro anos.





















