A eleição para governador de 2026 será decidida em segundo turno em seis estados e no Distrito Federal. Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Tocantins e o Distrito Federal voltam às urnas em 25 de outubro, na mesma data da disputa presidencial. É o menor número de unidades da Federação com eleição para governador indefinida após o primeiro turno desde a redemocratização.
No Acre, a disputa será entre a governadora Mailza Assis (PP) e o senador Alan Rick (Republicanos). Mailza terminou a primeira etapa com 49,76% dos votos válidos, ficando a menos de um ponto percentual da vitória. Rick alcançou 32,27%. A candidata do PP busca permanecer no cargo, enquanto o senador tenta conquistar o governo estadual na segunda votação.
No Amazonas, o segundo turno reunirá o senador Omar Aziz (PSD) e a professora Maria do Carmo (PL). Aziz ficou em primeiro lugar, com 40,38% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo teve 24,72%. A disputa coloca frente a frente dois grupos políticos com trajetórias distintas no estado e terá impacto também sobre a composição das alianças locais para os próximos anos.
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) chegou perto de garantir a vitória já no primeiro turno, com 49,93% dos votos válidos. Ela enfrentará Leandro Grass (PT), que obteve 34,48%. Como o Distrito Federal não possui municípios nem prefeitos, a disputa pelo Palácio do Buriti concentra a principal decisão eleitoral local e ocorre simultaneamente ao segundo turno presidencial.
No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) também ficou próximo de vencer no primeiro turno. O ex-prefeito de Vitória recebeu 49,65% dos votos válidos e disputará o segundo turno contra o governador Ricardo Ferraço (MDB), que somou 34,06%. A diferença entre os dois coloca em disputa a continuidade da atual administração estadual e uma mudança no comando do Executivo capixaba.
No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) terminou a primeira votação na liderança, com 49,27% dos votos válidos, e terá Eduardo Paes (PSD) como adversário. O prefeito do Rio de Janeiro recebeu 42,76%. É uma das disputas mais concentradas entre as sete unidades que terão nova votação, já que os dois candidatos reuniram mais de 90% dos votos válidos no primeiro turno.
No Rio Grande do Norte, a eleição terminou com a menor diferença entre os dois primeiros colocados. Allyson Bezerra (União) teve 36,94% dos votos, ou 733.809 votos, enquanto Cadu de Lula (PT) alcançou 36,16%, com 718.300. Apenas 15.509 votos separaram os candidatos, deixando a disputa aberta para a segunda rodada.
No Tocantins, Professora Dorinha (União) terminou em primeiro lugar, com 45,52% dos votos válidos, seguida por Vicentinho Júnior (PSDB), com 43,94%. A diferença foi de apenas 1,58 ponto percentual. Com os sete governos ainda em disputa, a votação de 25 de outubro definirá os últimos governadores da próxima legislatura e completará o mapa dos Executivos estaduais para o período que começa em 2027.




















