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Senado aprova prorrogação de prazo para regularização de propriedades rurais situados na faixa de fronteira

Relatora da proposta, a senadora Tereza Cristina acredita que o texto aprovado contribui para salvaguardar a integridade territorial do Brasil e a soberania nacional. (Foto: Carlos Moura / Agência Senado)

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A proposta amplia até 2030 o prazo para a regularização de imóveis rurais localizados na faixa de fronteira do Brasil.

 

Por Humberto Azevedo

 

O Senado Federal aprovou na noite desta última terça-feira, 8 de julho, o Projeto de Lei (PL) 1532 de 2025, que prorroga por mais cinco anos o prazo para a regularização de imóveis rurais localizados em faixas de fronteira. A matéria, de autoria do deputado Pedro Lupion (PP-MS) – presidente da Frente Parlamentar de apoio à Agropecuária (FPA), retorna para análise na Câmara dos Deputados devido a alterações feitas pelos senadores.

 

De acordo com a relatora da proposta, a senadora e ex-ministra da Agricultura do governo do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), Tereza Cristina (PP-MS), as medidas inseridas no texto contribuem, também, para preservar a integridade territorial do Brasil e reforçam a soberania nacional sobre as áreas de fronteira. Segundo ela, que é vice-presidente da FPA, nos últimos dez anos o processo de regularização destas áreas rurais enfrenta enormes dificuldades pela ausência de regras claras.

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“A aprovação é de suma importância e amplia, em cinco anos, o prazo para que os interessados requeiram, perante o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a certificação de georreferenciamento e a atualização da inscrição do imóvel no Sistema Nacional de Cadastro Rural, que são requisitos para a ratificação de registros de imóveis rurais com área superior a 15 módulos rurais situados em faixa de fronteira. Os produtores precisam, mais do que nunca, dessa ratificação para consolidar sua posse e propriedade”, explicou Tereza.

 

Para o senador Jaime Bagattoli (PL-RO), o Senado avançou bastante na questão. Para ele, milhares de produtores poderão dormir à noite sem a preocupação de não ter a terra regularizada. “É o fortalecimento do setor agropecuário e a garantia da segurança jurídica nessa faixa. Estamos certos de que, em breve, vamos dar a legalidade e resolver de vez a questão”, disse.

 

Já o senador Jayme Campos (União-MT) enfatizou que a matéria é essencial para a soberania nacional e para a agricultura como um todo. O parlamentar reforçou ainda que a falta de uma definição causava apreensão nos produtores rurais e transtornos há décadas. “É um tema fundamental para todo o Brasil. Esse risco nós não poderíamos correr e beirava a insustentabilidade. Temos que parabenizar o autor, senador Nelsinho Trad e a senadora Tereza Cristina que fizeram um brilhante trabalho”, finalizou.

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