Senadora classifica gestão ambiental da ex ministra como retrocesso, critica atuação do Ibama e diz que Mato Grosso não pode continuar pagando pela falta de capacidade de diálogo com Brasília.
A senadora e candidata Margareth Buzetti subiu o tom contra a ex ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao responsabilizar a política ambiental do Governo Federal pelos sucessivos entraves que cercam uma solução definitiva para o Portão do Inferno, na MT-251.
“Não existe nenhum país do mundo que impeça estudo. Estudo serve justamente para saber o que pode ou não pode ser feito. O que temos visto é uma visão atrasada de meio ambiente, que transforma fiscalização em obstáculo e condena Mato Grosso a esperar”, criticou Margareth.
A cobrança ocorre enquanto o projeto do túnel continua dependendo do licenciamento ambiental federal. Para Margareth, o caso escancara a falta de habilidade para construir uma solução entre Governo Federal, Ibama, órgãos ambientais e o próprio Estado.
“Estamos falando de vidas, do direito de ir e vir, do turismo de Chapada e de uma rodovia fundamental para Mato Grosso. Quanto tempo mais vamos precisar esperar? Não falta tecnologia, engenharia ou capacidade para estudar alternativas. Falta capacidade de fazer funcionar”, disparou.
Margareth também criticou diretamente a condução de Marina Silva à frente do Ministério do Meio Ambiente. Segundo a senadora, pautada numa visão ideológica que cria obstáculos ao desenvolvimento e abriu espaço para a influência de organizações internacionais na agenda ambiental brasileira.
“Nessa gestão algumas ONGs internacionais tiveram mais espaço e voz dentro da nossa política ambiental do que quem mora, produz e precisa de estradas, por exemplo. O Brasil não pode terceirizar suas decisões. Preservação ambiental se faz com ciência, responsabilidade e equilíbrio, não impedindo estudo e atrasando solução.”
Para Margareth, o Portão do Inferno virou o retrato de uma política que perdeu a capacidade de conciliar preservação e desenvolvimento.
“Mato Grosso não é inimigo do meio ambiente. Nós preservamos, produzimos e sustentamos uma parcela importante deste país. O que não aceitamos é uma gestão ambiental atrasada que diz ‘não’ antes mesmo de permitir que estudos técnicos digam que é possível fazer”, critica.
Da Assessoria.




































