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APOSTAS SOBRETUDO 2026

Quem a SOBRETUDO coloca hoje dentro das 56 cadeiras de Santa Catarina

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Depois de radiografar os partidos e projetar quantas cadeiras cada legenda ou federação pode conquistar, a SOBRETUDO chega agora à etapa mais arriscada da série: colocar nomes dentro das cadeiras. 
Santa Catarina terá 16 vagas para deputado federal e 40 para deputado estadual. 
A partir das radiografias partidárias, cruzamos histórico eleitoral, mandato, força política, base territorial, estrutura partidária, apoio municipal, qualidade da nominata, capacidade de mobilização e potencial de crescimento para responder a uma pergunta simples: se a eleição fosse hoje, quem a SOBRETUDO colocaria dentro dessas 56 cadeiras?
Não é ranking. Não é pesquisa de intenção de voto. Não é uma lista baseada simplesmente na votação anterior. É uma aposta editorial e analítica. 
Primeiro projetamos quantas cadeiras cada partido ou federação pode conquistar. Depois escolhemos, dentro dessa quantidade, os nomes que hoje consideramos mais capazes de ocupá-las.
Nas federações, a lógica é ainda mais importante. A cadeira é conquistada coletivamente, mas os candidatos disputam internamente quem terá força suficiente para ocupá-la. Por isso, esta coluna não pretende apenas dizer quem tem força. Ela tenta responder uma pergunta mais difícil: quem tem força suficiente, hoje, para chegar até a cadeira?
A fotografia também não é estática. Mudanças de partido, desistências, alianças, composição das chapas e, principalmente, a capacidade de cada candidatura de transformar estrutura em voto podem alterar completamente o cenário ao longo da campanha.
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CÂMARA DOS DEPUTADOS
Projeção: 16 cadeiras
MDB | 2
Rafael Pezenti
Valdir Cobalchini
O MDB conserva uma estrutura municipal importante e dois nomes capazes de transformar essa capilaridade em votação competitiva. A projeção central é de duas cadeiras.
NOVO | 1
Gilson Marques
PL | 5
Daniel Freitas
Daniela Reinehr
Júlia Zanatta
Ricardo Guidi
Zé Trovão
O PL aparece como a maior força federal da nossa fotografia. A combinação de estrutura partidária, presença municipal, força eleitoral do campo bolsonarista e profundidade da nominata sustenta cinco cadeiras. A sexta permanece como possibilidade, mas ainda não é o cenário central.
Progressistas | 2
Zé Milton
André Calai
Aqui existe uma das disputas mais interessantes da nominata do Progressistas. Zé Milton aparece hoje como o nome mais consolidado da chapa. A segunda cadeira é uma disputa muito mais apertada.
Calai ganha peso porque sua candidatura não deve ser analisada isoladamente. A dobradinha com Altair Silva cria uma estrutura eleitoral compartilhada, capaz de concentrar esforços, território, mobilização e transferência de votos. Isso pode transformar uma candidatura competitiva em uma candidatura efetivamente capaz de buscar a segunda cadeira.
Ângela Amin continua sendo uma das principais ameaças a essa posição. Seu patrimônio eleitoral, reconhecimento de nome e trajetória política fazem dela uma candidatura que não pode ser retirada do radar. Mas, na fotografia de hoje, a dobradinha Altair Silva – Calai nos leva a colocar Calai dentro da segunda vaga projetada para o Progressistas.
Isso não significa que Ângela esteja fora da disputa. Ao contrário. Significa que ela é, neste momento, uma das candidaturas com maior capacidade de alterar essa fotografia.
PSD | 2
Júlio Garcia
Raimundo Colombo
O PSD mantém duas cadeiras na fotografia federal. Júlio Garcia aparece como o principal nome da nominata, enquanto Raimundo Colombo traz um patrimônio político que pode ser convertido em votação estadualizada.
Republicanos | 2
Jorge Goetten 
Geovânia de Sá
União Brasil | 1
Carlos Moisés
Federação Brasil da Esperança | 1
Pedro Uczai
PT, PCdoB e PV disputam a eleição proporcional como uma única federação. A cadeira é, portanto, da federação. Dentro da disputa interna, Pedro Uczai é hoje o nome que a SOBRETUDO coloca dentro da vaga projetada.
Total: 16 apostas federais.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Projeção: 40 cadeiras
MDB | 6
Emerson Stein
Fernando Krelling
João Cobalchini
Jerry Comper
Mauro de Nadal
Tiago Zilli

O MDB continua com uma das maiores redes municipais do Estado. A força territorial sustenta uma bancada robusta e coloca sete nomes dentro da nossa fotografia.
NOVO | 1
Matheus Cadorin
PDT | 1
Rodrigo Minotto
PL | 11
Ana Campagnolo
Carlos Humberto
Edilson Massocco
Estêner Soratto
Ivan Naatz
Jessé Lopes
Marcius Machado
Maurício Peixer
Oscar Gutz
Sargento Lima
Mário Hildebrandt
O PL é a maior força da Assembleia na nossa projeção. A nominata extensa, a estrutura regional e a força política do partido sustentam uma bancada de dois dígitos.
Dez cadeiras já representam uma bancada muito forte. A possibilidade de crescimento existe, mas dependeria de uma combinação eleitoral ainda mais favorável.
Podemos | 2
Fábio Botelho
Osmar Teixeira
Progressistas | 5
Altair Silva
Evandro Scaine
Dalton Parucker Lueders
Pepê Collaço
Silvio Dreveck
O Progressistas aparece com cinco cadeiras na fotografia estadual. A nominata possui candidatos competitivos em diferentes regiões, e a combinação entre estrutura partidária e concentração regional de votos sustenta essa projeção.
Federação PSOL/Rede | 1
Marquito
Marquito é o grande ativo eleitoral da federação na Assembleia. Sua força individual é suficiente para colocar a federação dentro da fotografia.
A segunda cadeira dependeria da construção de uma segunda candidatura com votação competitiva.
PSD | 4
Clésio Salvaro
Mário Motta
Napoleão Bernardes
Nilso Berlanda
A saída de Júlio Garcia para a disputa federal reduz a profundidade da nominata estadual. Ainda assim, o PSD mantém quatro nomes dentro da fotografia, apoiado por diferentes bases territoriais e perfis eleitorais.
PT | 2
Fabiano da Luz
Luciane Carminatti
A força própria do PT sustenta duas posições na fotografia estadual, ainda que a disputa pela ocupação das cadeiras da Federação Brasil da 
Esperança seja uma variável importante.
Republicanos | 3
Lucas Neves
Sérgio Motta
Acélio Casagrande
União Brasil | 4
Gean Loureiro
Jair Miotto
Sérgio Guimarães
Vicente Caropreso
O União Brasil aparece com quatro cadeiras na Assembleia, sustentado por candidatos com força regional e estruturas políticas próprias.
Total: 40 apostas estaduais.


A FOTOGRAFIA SOBRETUDO
Partido ou federação Federal Estadual
MDB 2 6
NOVO 1 1
PDT — 1
PL 5 11
Podemos – 2
Progressistas 2 5
PSOL/Rede — 1
PSD 2 4
Federação Brasil da Esperança 1 2*
Republicanos 2 3
União Brasil 1 4
Total 16 40
* Na Assembleia, as duas cadeiras projetadas para o campo da Federação Brasil da Esperança são representadas, nesta fotografia nominal, por candidatos do PT.

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O CASO PROGRESSISTAS
É justamente na nominata do Progressistas que a diferença entre uma simples lista de nomes e uma análise eleitoral aparece com mais clareza.
Se olharmos apenas para patrimônio eleitoral, Ângela Amin não poderia ser ignorada. Ela possui uma trajetória que lhe garante reconhecimento e uma base política própria. Mas eleição proporcional não é apenas patrimônio individual.
André Calai está dobrando com Altair Silva.
Essa informação muda a equação.
Uma dobradinha eficiente pode compartilhar território, estrutura, lideranças, recursos e mobilização. Mais importante: permite que dois candidatos trabalhem de maneira coordenada para maximizar a votação conjunta.
Por isso, na fotografia atual, Zé Milton e Calai ocupam as duas cadeiras do Progressistas.
Ângela permanece imediatamente atrás, como uma candidatura capaz de mudar essa fotografia durante a campanha.
E essa é justamente a diferença entre uma aposta e um ranking. Não estamos dizendo que Calai seja necessariamente mais forte que Ângela em termos absolutos. Estamos dizendo que, dentro da matemática específica desta eleição e considerando a dobradinha com Altair Silva, sua capacidade de transformar estrutura em votos nos parece hoje mais favorável à conquista da segunda cadeira.

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O QUE ESTA COLUNA NÃO PRETENDE FAZER
Esta não é uma lista dos candidatos mais votados em 2022. Não é pesquisa de intenção de voto. Não é ranking de preferência.
É uma aposta nominal da SOBRETUDO.
Diante das 16 vagas federais e das 40 estaduais, estamos dizendo quais nomes colocaríamos hoje dentro das cadeiras.
A partir daí, a eleição real fará sua própria conta.
E entram nessa conta o quociente eleitoral, a distribuição das sobras, a concentração regional de votos, o desempenho das nominatas, as federações, as alianças e a capacidade de cada candidato de transformar estrutura política em voto.
Uma candidatura que hoje está dentro pode sair.
Uma candidatura que hoje está fora pode crescer e entrar.
Uma chapa pode produzir votação muito acima do esperado e conquistar uma cadeira adicional. Outra pode ter bons candidatos individualmente e, ainda assim, não conseguir transformar essa força em representação.

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VEREDITO SOBRETUDO
Esta é a parte mais arriscada da série.
Nas radiografias, analisamos.
Na projeção partidária, calculamos.
Agora, apostamos.
Estamos colocando 56 nomes dentro de 56 cadeiras e deixando registrada a fotografia que construímos a partir das informações disponíveis neste momento.
Isso cria uma régua para acompanhar toda a campanha.
Quem continua dentro?
Quem perde espaço?
Quem cresce?
Quem aparece de fora e começa a ameaçar uma cadeira?
E, principalmente, quem consegue transformar uma vantagem política em voto suficiente para efetivamente ocupar uma cadeira?
A SOBRETUDO não pretende antecipar a urna.
Pretende fazer algo mais difícil: explicar o caminho até ela.
Hoje, esta é a nossa fotografia. 
A campanha vai testar nossas apostas. A urna fará a conta.
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