O PSOL chega às eleições de 2026 em Santa Catarina com uma característica bastante particular.
O partido disputa a eleição proporcional dentro da federação com a Rede, o que amplia a estrutura da chapa, mas também cria uma disputa interna entre candidaturas dos dois partidos.
Na majoritária, o PSOL participa do Campo Democrático.
Na proporcional, porém, a conta é outra.
O partido tem uma força eleitoral muito concentrada. Marquito é, de longe, o principal nome da chapa.
A grande questão é saber se essa força consegue produzir uma segunda cadeira.
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A Câmara: o desafio é produzir um nome competitivo
A nominata federal reúne:
Bia Alves, Professor Elson, Gil Santos, Inácio Sperber, Jéssica Michels, Drag Urbana, Lívia – Coletiva SC Plural, Professor Canguru, Sodré, Mari Souza, Mirê Chagas, Nandja Xokleng, Samara Madureira, Simone Medeiros, Prof. Tatuado, Valmir Braz e Victor Gaspodini.
É uma chapa sem um candidato com mandato federal capaz de funcionar como puxador.
A disputa, portanto, é mais aberta.
Professor Canguru ★★★★☆ | Forte
É um dos principais nomes da nominata federal.
Tem uma candidatura com identidade própria e capacidade de mobilização junto ao eleitorado ligado à educação e à esquerda.
É um dos candidatos que pode concentrar votos suficientes para disputar a liderança da chapa.
Probabilidade: média/alta.
Sodré ★★★★☆ | Forte
Possui trajetória política própria e presença eleitoral.
É outro nome que aparece no grupo principal da disputa federal.
Probabilidade: média/alta.
Bia Alves ★★★☆☆ | Competitiva
Tem presença política e capacidade de trabalhar uma base própria.
Pode contribuir para ampliar a votação coletiva da federação.
Probabilidade: média.
Jéssica Michels ★★★☆☆ | Competitiva
Possui presença regional e pode crescer durante a campanha.
Probabilidade: média.
Nandja Xokleng ★★★☆☆ | Corre por fora
Tem uma identidade eleitoral bastante específica e pode mobilizar um eleitorado próprio.
O desafio é transformar essa identificação em uma votação estadual ampla.
Probabilidade: média/baixa.
Os demais candidatos contribuem para a composição territorial e eleitoral da chapa.
Projeção SOBRETUDO
Câmara dos Deputados: 0 a 1 cadeira
Cenário central: 0
Uma cadeira é possível, mas exigirá uma votação coletiva acima do esperado e a concentração de votos em pelo menos um dos principais nomes.
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A Assembleia: Marquito é o centro da chapa
A nominata estadual reúne:
Ágatha Brum, Alex Stein, Amarildo Narciso, Ana Vaz, Ana Flávia, Professor Andrew Leal, Ângelo Chocolate, Alexandre Nau, Douglas Meriz, Geleia, Professor Marcelo, Meirinho, Fábio de Oliveira, Fabinho Henschel, Genésio Adolfo, Gerson Popaye, Ingrid Sateré Mawé, Prof. Iza, Jô Marquez, Camasão, Marquito e Mariana Sartor.
Aqui a situação é completamente diferente.
Existe uma candidatura claramente acima das demais.
Marquito ★★★★★ | Muito forte
É o principal nome do PSOL para a Assembleia.
Deputado estadual e candidato à reeleição, construiu uma base própria em Florianópolis e na Grande Florianópolis.
Sua exposição eleitoral e sua trajetória política fazem dele a candidatura mais segura da chapa.
Probabilidade: muito alta.
Ingrid Sateré Mawé ★★★★☆ | Forte
É o principal nome que aparece na disputa pela segunda cadeira.
Tem uma identidade eleitoral própria e capacidade de mobilização em torno da pauta indígena, além de presença política na Capital.
É a candidatura que hoje apresenta maior potencial para acompanhar Marquito na disputa por uma segunda vaga.
Probabilidade: média/alta.
Geleia ★★★☆☆ | Competitivo
Possui presença regional e pode trabalhar uma candidatura própria.
É um nome que pode contribuir para a votação coletiva e crescer durante a campanha.
Probabilidade: média.
Camasão ★★☆☆☆ | Composição
Integra a nominata, mas não aparece entre os principais candidatos à eleição.
Sua capacidade eleitoral é insuficiente para colocá-lo hoje na disputa pelas cadeiras.
Probabilidade: baixa.
Os demais nomes integram a composição da chapa.
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A conta estadual
A matemática é bastante clara.
Marquito é a aposta principal.
Ingrid Sateré Mawé aparece como a principal possibilidade de uma segunda cadeira.
Geleia corre em uma faixa intermediária.
Camasão e os demais candidatos cumprem papel de composição e ajudam a formar a votação coletiva.
O problema do PSOL é a profundidade.
A chapa depende fortemente de Marquito e, para ampliar a bancada, precisa que Ingrid consiga transformar sua identidade eleitoral em votação suficiente.
Projeção SOBRETUDO
1 a 2 deputados estaduais
Cenário central: 1
Marquito é a cadeira mais provável.
A segunda depende principalmente do desempenho de Ingrid Sateré Mawé.
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O fator Marquito
Marquito é o principal ativo eleitoral do PSOL catarinense.
Sua candidatura concentra boa parte da capacidade competitiva do partido na Assembleia.
A força de Marquito não é apenas partidária. Ele possui uma base própria, construída ao longo de sua atuação política e consolidada na Grande Florianópolis.
Isso dá ao PSOL uma segurança importante.
Mas também revela seu principal problema.
A força está muito concentrada em um único nome.
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A segunda cadeira
A segunda cadeira é o grande desafio.
Ingrid Sateré Mawé é quem aparece hoje na melhor posição para tentar ocupar esse espaço.
Sua candidatura tem uma identidade eleitoral clara e pode mobilizar um segmento específico do eleitorado.
Mas a eleição proporcional exige mais do que identidade.
É necessário transformar essa identificação em volume de votos.
É essa conversão que determinará se o PSOL ficará com uma cadeira ou conseguirá chegar a duas.
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Veredicto SOBRETUDO
O PSOL chega às eleições de 2026 com uma situação bastante objetiva.
Na Câmara, não existe hoje um puxador suficientemente forte para colocar o partido como favorito a uma cadeira.
Professor Canguru e Sodré aparecem no grupo principal, com Bia Alves e Jéssica Michels na faixa seguinte.
Na Assembleia, a situação é mais clara.
Marquito é muito forte e sustenta a expectativa de eleição.
Ingrid Sateré Mawé é a principal aposta para uma segunda cadeira.
Geleia aparece como candidatura competitiva.
Camasão e os demais nomes cumprem papel de composição.
Projeção SOBRETUDO
Câmara dos Deputados: 0 a 1 cadeira
Cenário central: 0
ALESC: 1 a 2 cadeiras
Cenário central: 1
Federal
1. Professor Canguru ★★★★☆ | Forte
2. Sodré ★★★★☆ | Forte
3. Bia Alves ★★★☆☆ | Competitiva
4. Jéssica Michels ★★★☆☆ | Competitiva
5. Nandja Xokleng ★★★☆☆ | Corre por fora
6. Gil Santos ★★☆☆☆ | Composição
7. Inácio Sperber ★★☆☆☆ | Composição
8. Drag Urbana ★★☆☆☆ | Composição
9. Lívia – Coletiva SC Plural ★★☆☆☆ | Composição
10. Mari Souza ★★☆☆☆ | Composição
11. Mirê Chagas ★★☆☆☆ | Composição
12. Samara Madureira ★★☆☆☆ | Composição
13. Simone Medeiros ★★☆☆☆ | Composição
14. Prof. Tatuado ★★☆☆☆ | Composição
15. Valmir Braz ★★☆☆☆ | Composição
16. Victor Gaspodini ★★☆☆☆ | Composição
Estadual
1. Marquito ★★★★★ | Muito forte
2. Ingrid Sateré Mawé ★★★★☆ | Forte
3. Geleia ★★★☆☆ | Competitivo
4. Ágatha Brum ★★☆☆☆ | Composição
5. Alex Stein ★★☆☆☆ | Composição
6. Amarildo Narciso ★★☆☆☆ | Composição
7. Ana Vaz ★★☆☆☆ | Composição
8. Ana Flávia ★★☆☆☆ | Composição
9. Professor Andrew Leal ★★☆☆☆ | Composição
10. Ângelo Chocolate ★★☆☆☆ | Composição
11. Alexandre Nau ★★☆☆☆ | Composição
12. Douglas Meriz ★★☆☆☆ | Composição
13. Professor Marcelo ★★☆☆☆ | Composição
14. Meirinho ★★☆☆☆ | Composição
15. Fábio de Oliveira ★★☆☆☆ | Composição
16. Fabinho Henschel ★★☆☆☆ | Composição
17. Genésio Adolfo ★★☆☆☆ | Composição
18. Gerson Popaye ★★☆☆☆ | Composição
19. Prof. Iza ★★☆☆☆ | Composição
20. Jô Marquez ★★☆☆☆ | Composição
21. Camasão ★★☆☆☆ | Composição
22. Mariana Sartor ★★☆☆☆ | Composição
Principal força
Marquito.
Maior ativo eleitoral
A base própria de Marquito na Grande Florianópolis.
Maior risco
A concentração excessiva de força em uma única candidatura.
Candidata que pode surpreender
Ingrid Sateré Mawé.
Grande questão
O PSOL conseguirá transformar a força de Marquito em uma segunda cadeira?
O partido tem um candidato muito forte.
Tem uma segunda candidatura com potencial.
Mas ainda não tem profundidade suficiente para garantir duas cadeiras.
Hoje, o cenário mais provável é uma cadeira. A segunda é a batalha.


























