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COLUNA SOBRETUDO

Radiografia SOBRETUDO / PT: uma chapa que aposta na força da federação para ampliar a bancada

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O PT chega às eleições de 2026 em Santa Catarina dentro de uma equação diferente daquela dos partidos que disputam a eleição proporcional isoladamente.

 

A legenda está na Federação Brasil da Esperança, ao lado de PCdoB e PV, e integra o Campo Democrático, que tem Gelson Merísio na disputa pelo Governo e Décio Lima e Afrânio Boppré na corrida pelo Senado.

Na proporcional, porém, a disputa é pela força da federação.

O PT apresenta 13 candidatos a deputado federal e 30 candidatos a deputado estadual.

A estratégia do partido é clara: preservar a bancada que já possui e tentar ampliar sua representação.

O próprio PT trabalha com a possibilidade de passar de quatro para cinco cadeiras na Assembleia e de duas para três vagas na Câmara, disputando ainda uma cadeira adicional nas sobras.

A questão é saber se a força eleitoral do partido, somada à dos demais integrantes da federação, será suficiente para transformar essa ambição em bancada.

A Câmara: duas cadeiras consolidadas e uma terceira como objetivo

A nominata federal do PT reúne:

Ana Paula Lima, Caren Machado, Carla Ayres, Eduardo Zanatta, Kerexu, Francisco de Assis, Igor Marafigo, Jucélia Vargas, Prof. Ju Andozio, Karinne Tavares, Lirous Ávila, Professor Pedro Uczai e Professora Vanessa da Rosa.

Ana Paula Lima ★★★★★ | Muito forte

É o principal nome da chapa federal.

Deputada federal, possui mandato, estrutura política e uma trajetória eleitoral consolidada.

Sua presença é fundamental para a manutenção da bancada do PT na Câmara.

Probabilidade: muito alta.

Professor Pedro Uczai ★★★★★ | Muito forte

Deputado federal e uma das principais lideranças do PT catarinense, Uczai chega à disputa com mandato e uma base construída principalmente no Oeste e Meio-Oeste.

É outro nome que parte na frente na disputa interna.

Probabilidade: muito alta.

Jucélia Vargas ★★★★☆ | Forte

Deputada estadual, chega à disputa federal com experiência parlamentar e uma base construída no Vale do Itajaí.

A mudança de disputa amplia o desafio, mas também coloca uma candidatura com trajetória eleitoral na conta do PT.

Probabilidade: alta.

Eduardo Zanatta ★★★★☆ | Competitivo

Tem trajetória política e presença regional, além de uma candidatura que pode crescer dentro da estrutura da federação.

É um dos nomes que podem participar da disputa pela terceira cadeira.

Probabilidade: média/alta.

Caren Machado ★★★☆☆ | Competitiva

Tem presença política e uma candidatura capaz de contribuir para a votação coletiva da federação.

Parte atrás dos nomes com mandato, mas pode crescer durante a campanha.

Probabilidade: média.

Carla Ayres ★★★☆☆ | Competitiva

Tem trajetória política e atuação pública consolidada, além de presença eleitoral na Grande Florianópolis.

Pode disputar uma faixa intermediária da nominata.

Probabilidade: média.

Kerexu ★★★☆☆ | Corre por fora

Possui uma pauta própria e uma identidade eleitoral bastante definida.

Pode contribuir para a votação da federação, especialmente junto a segmentos específicos do eleitorado.

Probabilidade: média/baixa.

Francisco de Assis ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata federal e contribui para a distribuição territorial da chapa.

Probabilidade: baixa.

Igor Marafigo ★★☆☆☆ | Composição

Contribui para a presença regional do partido.

Probabilidade: baixa.

Prof. Ju Andozio ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata e contribui para a composição territorial da chapa.

Probabilidade: baixa.

Karinne Tavares ★★☆☆☆ | Composição

Amplia a presença regional e feminina da nominata.

Probabilidade: baixa.

Lirous Ávila ★★☆☆☆ | Composição

Tem atuação política própria e contribui para a diversidade temática da chapa.

Probabilidade: baixa.

Professora Vanessa da Rosa ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata federal e contribui para a presença territorial e feminina do partido.

Probabilidade: baixa.

A conta federal

O PT parte de duas candidaturas claramente muito fortes: Ana Paula Lima e Professor Pedro Uczai.

Jucélia Vargas aparece como a principal candidatura logo atrás, com experiência parlamentar e base própria.

Eduardo Zanatta, Caren Machado e Carla Ayres formam um segundo grupo que pode interferir na distribuição final dos votos.

Mas existe uma característica fundamental nessa disputa:

o PT não concorre sozinho.

A votação de PCdoB e PV entra na mesma conta da Federação Brasil da Esperança.

Isso aumenta a capacidade de alcançar cadeiras, mas também muda completamente a leitura individual dos candidatos.

Projeção SOBRETUDO

2 a 3 deputados federais

Cenário central: 3

A terceira cadeira é justamente o objetivo político do PT e dependerá do desempenho coletivo da federação.

A Assembleia: experiência e concentração regional

A nominata estadual do PT reúne:

Ana Lucia Martins, Arlindo Rocha, Bia Vargas, Professor Cadu, Claudia Bratti, Claudio Marcio, Dionisio Bertoldi, Cacica Eliara, Caleb Clarindo, Fabiano da Luz, Chico do Sinte, Gislaine Durski, Jaciara Machuga, Jean Volpato, João Paulo Tavares, Jumeri Zanetti, Lindomar Vianna Nogueira, Luciane Carminatti, Marisa Zanoni, Maristela da Silva, Tom da Barra, Neodi Saretta, Osmar Barcaro, Paulo Eccel, Padre Pedro, Rafael Consul de Almeida, Rafael Lima, Rodolfo de Ramos, Rodrigo Preis e Professor Xuxa.

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Aqui, o PT apresenta um núcleo de candidaturas com mandato e trajetória eleitoral bastante consolidada.

Luciane Carminatti ★★★★★ | Muito forte

É uma das principais candidaturas do PT para a Assembleia.

Deputada estadual com trajetória consolidada, possui base eleitoral própria e forte presença no Oeste.

É um dos nomes centrais da chapa.

Probabilidade: muito alta.

Fabiano da Luz ★★★★★ | Muito forte

Deputado estadual e presidente estadual do PT, chega à disputa com mandato, estrutura partidária e presença regional.

Sua candidatura também tem peso na organização eleitoral da legenda.

Probabilidade: muito alta.

Neodi Saretta ★★★★★ | Muito forte

É uma das candidaturas mais consolidadas do partido.

Ex-prefeito de Concórdia e deputado estadual com longa trajetória parlamentar, possui uma base eleitoral construída ao longo de várias eleições.

É nome que entra diretamente na conta das cadeiras.

Probabilidade: muito alta.

Padre Pedro ★★★★★ | Muito forte

Deputado estadual e candidato à reeleição, possui trajetória consolidada e uma base eleitoral própria.

É outro nome que compõe o núcleo principal do PT na disputa estadual.

Probabilidade: muito alta.

Paulo Eccel ★★★★☆ | Forte

Ex-prefeito de Brusque, possui trajetória política e uma base regional importante no Vale do Itajaí.

É um dos nomes que pode disputar uma cadeira dentro da estrutura da federação.

Probabilidade: alta.

Rodrigo Preis ★★★★☆ | Competitivo

Possui presença regional e experiência política, podendo disputar espaço entre as candidaturas intermediárias.

Probabilidade: média/alta.

Jean Volpato ★★★☆☆ | Competitivo

Tem presença regional e contribui para a distribuição territorial do PT.

Pode crescer durante a campanha.

Probabilidade: média.

Marisa Zanoni ★★★☆☆ | Competitiva

Possui trajetória política e presença regional, além de uma candidatura capaz de contribuir para a votação coletiva.

Probabilidade: média.

Ana Lucia Martins ★★★☆☆ | Competitiva

Tem presença política e regional e integra o grupo intermediário da nominata.

Probabilidade: média.

Osmar Barcaro ★★★☆☆ | Corre por fora

Tem inserção regional e pode contribuir para a votação do partido e da federação.

Probabilidade: média/baixa.

Arlindo Rocha ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata estadual e contribui para a presença territorial.

Probabilidade: baixa.

Bia Vargas ★★☆☆☆ | Composição

Contribui para a presença territorial e feminina da chapa.

Probabilidade: baixa.

Professor Cadu ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata e contribui para a composição regional.

Probabilidade: baixa.

Claudia Bratti ★★☆☆☆ | Composição

Contribui para a presença territorial da legenda.

Probabilidade: baixa.

Claudio Marcio ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata estadual.

Probabilidade: baixa.

Dionisio Bertoldi ★★☆☆☆ | Composição

Contribui para a distribuição territorial da chapa.

Probabilidade: baixa.

Cacica Eliara ★★☆☆☆ | Composição

Tem atuação política própria e contribui para a diversidade da nominata.

Probabilidade: baixa.

Caleb Clarindo ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata estadual.

Probabilidade: baixa.

Chico do Sinte ★★☆☆☆ | Composição

Tem atuação ligada à área sindical e educacional e contribui para a composição eleitoral do partido.

Probabilidade: baixa.

Gislaine Durski ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata e contribui para sua presença territorial.

Probabilidade: baixa.

Jaciara Machuga ★★☆☆☆ | Composição

Contribui para a composição regional da chapa.

Probabilidade: baixa.

João Paulo Tavares ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata estadual.

Probabilidade: baixa.

Jumeri Zanetti ★★☆☆☆ | Composição

Contribui para a presença territorial do partido.

Probabilidade: baixa.

Lindomar Vianna Nogueira ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata estadual.

Probabilidade: baixa.

Maristela da Silva ★★☆☆☆ | Composição

Contribui para a presença territorial e feminina da chapa.

Probabilidade: baixa.

Tom da Barra ★★☆☆☆ | Composição

Tem uma pauta eleitoral específica e contribui para a composição da nominata.

Probabilidade: baixa.

Rafael Consul de Almeida ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata e contribui para a diversidade temática da chapa.

Probabilidade: baixa.

Rafael Lima ★★☆☆☆ | Composição

Candidato estreante, contribui para a presença do PT em Blumenau e região.

Probabilidade: baixa.

Rodolfo de Ramos ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata estadual.

Probabilidade: baixa.

Professor Xuxa ★★☆☆☆ | Composição

Contribui para a presença regional e para a composição da chapa.

Probabilidade: baixa.

A conta estadual

O PT tem um núcleo bastante definido.

Luciane Carminatti, Fabiano da Luz, Neodi Saretta e Padre Pedro formam o grupo principal.

Paulo Eccel aparece logo atrás, com trajetória executiva e base regional.

Rodrigo Preis, Jean Volpato, Marisa Zanoni e Ana Lucia Martins compõem uma faixa intermediária que pode alterar a distribuição final.

Mas, novamente, existe uma diferença fundamental:

a disputa acontece dentro da Federação Brasil da Esperança.

Os votos de PT, PCdoB e PV são somados para a distribuição das cadeiras.

Isso dá ao grupo maior capacidade eleitoral, mas também significa que o PT precisa competir internamente com candidaturas das outras duas legendas.

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Projeção SOBRETUDO

4 a 6 deputados estaduais para a federação

Cenário central: 5

Para o PT, a meta é preservar sua posição e participar da ampliação da bancada da federação.

O fator Décio Lima

Décio Lima é o principal nome majoritário do PT dentro do Campo Democrático.

Sua candidatura ao Senado coloca o partido novamente no centro da campanha presidencial de Lula em Santa Catarina.

Isso oferece ao PT uma estrutura política estadualizada e uma campanha majoritária própria.

Mas, assim como acontece nos demais partidos, o voto em uma candidatura majoritária não se transforma automaticamente em voto proporcional.

O desafio será fazer a campanha de Décio também fortalecer a legenda e seus candidatos.

O fator Lula

O PT possui um ativo que nenhum outro partido da federação tem na mesma dimensão: a candidatura de Lula à Presidência.

Em Santa Catarina, onde o partido enfrenta uma disputa eleitoral difícil, a campanha presidencial será fundamental para mobilizar sua base.

A estratégia proporcional dependerá da capacidade de transformar essa identificação política em voto para os candidatos.

Veredicto SOBRETUDO

O PT chega a 2026 com uma estrutura proporcional construída em torno de nomes conhecidos e mandatos consolidados.

Na Câmara, Ana Paula Lima e Professor Pedro Uczai formam o núcleo principal, enquanto Jucélia Vargas aparece como uma candidatura capaz de entrar na disputa pela terceira cadeira.

Na Assembleia, Luciane Carminatti, Fabiano da Luz, Neodi Saretta e Padre Pedro formam o núcleo mais forte, com Paulo Eccel logo atrás.

Mas o PT não disputa essa eleição sozinho.

A Federação Brasil da Esperança transforma a eleição proporcional em uma conta coletiva.

É justamente aí que está a oportunidade e o risco.

A federação pode ampliar a capacidade de eleger.

Mas também torna mais dura a disputa interna pelas cadeiras.

Projeção SOBRETUDO

Câmara dos Deputados: 2 a 3 cadeiras para a federação
Cenário central: 3

ALESC: 4 a 6 cadeiras para a federação
Cenário central: 5

Federal

1. Ana Paula Lima ★★★★★ | Muito forte
2. Professor Pedro Uczai ★★★★★ | Muito forte
3. Jucélia Vargas ★★★★☆ | Forte
4. Eduardo Zanatta ★★★★☆ | Competitivo
5. Caren Machado ★★★☆☆ | Competitiva
6. Carla Ayres ★★★☆☆ | Competitiva
7. Kerexu ★★★☆☆ | Corre por fora
8. Francisco de Assis ★★☆☆☆ | Composição
9. Igor Marafigo ★★☆☆☆ | Composição
10. Prof. Ju Andozio ★★☆☆☆ | Composição
11. Karinne Tavares ★★☆☆☆ | Composição
12. Lirous Ávila ★★☆☆☆ | Composição
13. Professora Vanessa da Rosa ★★☆☆☆ | Composição

Estadual

1. Luciane Carminatti ★★★★★ | Muito forte
2. Fabiano da Luz ★★★★★ | Muito forte
3. Neodi Saretta ★★★★★ | Muito forte
4. Padre Pedro ★★★★★ | Muito forte
5. Paulo Eccel ★★★★☆ | Forte
6. Rodrigo Preis ★★★★☆ | Competitivo
7. Jean Volpato ★★★☆☆ | Competitivo
8. Marisa Zanoni ★★★☆☆ | Competitiva
9. Ana Lucia Martins ★★★☆☆ | Competitiva
10. Osmar Barcaro ★★★☆☆ | Corre por fora
11. Arlindo Rocha ★★☆☆☆ | Composição
12. Bia Vargas ★★☆☆☆ | Composição
13. Professor Cadu ★★☆☆☆ | Composição
14. Claudia Bratti ★★☆☆☆ | Composição
15. Claudio Marcio ★★☆☆☆ | Composição
16. Dionisio Bertoldi ★★☆☆☆ | Composição
17. Cacica Eliara ★★☆☆☆ | Composição
18. Caleb Clarindo ★★☆☆☆ | Composição
19. Chico do Sinte ★★☆☆☆ | Composição
20. Gislaine Durski ★★☆☆☆ | Composição
21. Jaciara Machuga ★★☆☆☆ | Composição
22. João Paulo Tavares ★★☆☆☆ | Composição
23. Jumeri Zanetti ★★☆☆☆ | Composição
24. Lindomar Vianna Nogueira ★★☆☆☆ | Composição
25. Maristela da Silva ★★☆☆☆ | Composição
26. Tom da Barra ★★☆☆☆ | Composição
27. Rafael Consul de Almeida ★★☆☆☆ | Composição
28. Rafael Lima ★★☆☆☆ | Composição
29. Rodolfo de Ramos ★★☆☆☆ | Composição
30. Professor Xuxa ★★☆☆☆ | Composição

Principal força

A estrutura da Federação Brasil da Esperança e o núcleo de candidatos com mandato e trajetória consolidada.

Maior ativo eleitoral

Ana Paula Lima e Professor Pedro Uczai na Câmara, e Luciane Carminatti, Fabiano da Luz, Neodi Saretta e Padre Pedro na Assembleia.

Maior risco

A disputa interna dentro da federação, que pode concentrar votos em poucos nomes e dificultar a transformação da força coletiva em bancadas maiores.

Candidatos que podem surpreender

Jucélia Vargas na disputa federal e Paulo Eccel na estadual.

Grande questão

A Federação Brasil da Esperança conseguirá transformar a força conjunta de PT, PCdoB e PV em uma bancada maior?

O PT chega com nomes fortes.

Tem dois candidatos federais com mandato.

Tem quatro nomes estaduais no núcleo principal.

Tem uma estrutura majoritária com Décio Lima ao Senado e o Campo Democrático no Governo.

Mas a eleição proporcional será uma disputa dentro da própria federação.

O PT não precisa apenas preservar sua força. Precisa fazer com que a federação cresça sem perder espaço dentro dela.

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