O PSDB decidiu, por enquanto, manter o empresário e suplente de deputado Hugo Garcia como candidato a deputado estadual, mesmo após ele ser alvo da Operação Mandato Espúrio, da Polícia Civil. A investigação apura supostas irregularidades na gestão do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), que teve Garcia como presidente.
O presidente estadual do partido, deputado Carlos Avallone, afirmou nesta quarta-feira (9) que Garcia apresentou sua defesa e encaminhou a documentação à legenda. Segundo ele, o caso ainda será analisado internamente, mas não há, até o momento, decisão para retirar o empresário da disputa. “Ele foi aprovado pela Justiça Eleitoral, ele está como candidato, ele fez uma defesa, encaminhou o partido, o partido está encaminhando para os meios normais do PSDB, e vai ser analisado internamente qual o procedimento a fazer. Mas estamos aguardando, ele é candidato”, afirmou.
Durante as buscas na residência de Garcia, os policiais apreenderam quatro relógios Rolex, avaliados em cerca de R$ 700 mil, além de uma arma, munições, celulares e computadores. A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica envolvendo movimentações financeiras superiores a R$ 1 milhão, incluindo uma transferência de aproximadamente R$ 774 mil e outra de R$ 270 mil para um escritório de advocacia.
Após a operação, Garcia negou as acusações e classificou a denúncia como “caluniosa”. O IMAFIR-MT é tratado como vítima no procedimento e, segundo a investigação, colabora com as autoridades. A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias e a suspensão dos acessos dos investigados às contas do instituto. Enquanto o caso é apurado, o PSDB mantém a candidatura e avaliará internamente eventuais medidas.



































