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Mauro Mendes critica STF e cobra atuação do Senado para conter crise entre os Poderes

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O candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) elevou o tom ao comentar decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, a sucessão de decisões divergentes revela uma crise institucional que precisa ser enfrentada antes que o país pague um preço ainda maior.

 

“É um samba do crioulo doido, né? Infelizmente, o Supremo Tribunal Federal tem protagonizado aí decisões contraditórias, muito controversas. E eu, como cidadão, em primeiro lugar, eu lamento muito.”

 

Mauro também criticou a exposição dos ministros da Suprema Corte e comparou a realidade brasileira com outros países. “Uma Suprema Corte que deveria ser muito neutra na maioria parte dos países do mundo. Não se sabe o nome dos ministros da Suprema Corte, porque tem um trabalho extremamente discreto, low profile, que não aparece. No Brasil, praticamente grande parte dos brasileiros sabe o nome dos ministros do STF e seria incapaz de dizer o nome de três ou quatro jogadores da seleção brasileira. Olha que inversão complexa de valores.”

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Na avaliação do candidato, a sequência de decisões conflitantes aumenta a sensação de instabilidade. “Algo está muito errado nesse país. Nós precisamos resolver isso, senão o Brasil não aguenta. É muito lamentável você ver o ministro decidir uma direção, vem outro decidir outra direção, vem um presidente que cancela tudo.”

 

Mauro defendeu que o Senado Federal assuma um papel mais ativo na relação entre os Poderes e ajude a reduzir o clima de confronto. Para ele, o equilíbrio institucional é essencial para evitar que a crise se aprofunde.

 

“Eu acho que o Senado Federal precisa entrar nessa parada, precisa harmonizar esses poderes, precisa exercer o seu papel de moderador na República e que equilibre essas relações. Do jeito que está, o Brasil vai pagar um preço caro por essas brigas institucionais e por essa confusão que está se criando e ampliando a cada dia.”

 

Questionado sobre como deveria funcionar essa moderação, Mauro afirmou que nenhum agente público pode estar acima da Constituição e das leis. Ele citou casos de autoridades que já foram afastadas dos cargos para defender que a mesma regra deve valer para ministros do Supremo, desde que exista fundamento legal.

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“Eu sempre defendi, e é óbvio que isso seria indefensável, que alguém nesse país possa estar acima da lei da Constituição. Nós já vimos presidentes ser impitimados, nós já vimos governadores serem afastados, nós já vimos desembargadores, juízes, prefeitos serem afastados do cargo. Então, é inimaginável que o ministro do Supremo não possa ser também afastado. Existindo ali a culpabilidade comprovada, um processo que tem que ser garantido a todos. Tem que ter o afastamento quando comprovado. Cometer o crime tem que responder perante a lei. E a lei determina que haja o afastamento.”

 

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