A queda de um avião bimotor que matou três pessoas na zona rural de Água Boa começa a revelar detalhes que podem ajudar a Polícia Civil a montar o quebra-cabeça do acidente. Segundo o delegado Carlos Alberto Silva, a aeronave teria sido adquirida há cerca de quatro meses e estava parada em um hangar de Goiânia, aparentemente sem condições de voo.
A principal novidade da investigação é que, conforme os levantamentos preliminares, o avião não possuía registro perante as autoridades brasileiras de aviação e também não havia, até o momento, um plano de voo válido para a viagem. O proprietário e outras duas pessoas teriam embarcado na manhã do acidente e decolado de Goiânia.
O destino, porém, continua sendo um mistério. A Polícia Civil ainda tenta descobrir para onde o avião seguia e qual era a finalidade da viagem. A falta de documentação encontrada até agora também dificultou a identificação imediata dos ocupantes.
“Essa aeronave teria sido efetivamente adquirida há quatro meses e estaria parada em um hangar aeródromo da cidade de Goiânia, sem condições de voo”, afirmou o delegado Carlos Alberto Silva. Segundo ele, o novo proprietário teria embarcado com outras duas pessoas antes da decolagem.
O cenário encontrado em Água Boa tornou a investigação ainda mais complexa. O avião foi consumido pelo fogo e ficou praticamente destruído, sem características identificadoras aparentes. Bombeiros controlaram as chamas, enquanto Polícia Militar, Polícia Civil e Politec isolaram a área e iniciaram os trabalhos periciais.
As autoridades também descartaram, até o momento, uma das possibilidades que costuma levantar suspeitas em acidentes envolvendo aeronaves sem documentação: não foram encontrados indícios de transporte de drogas ou outra carga ilícita. “Não havia indícios de que essa aeronave estivesse transportando qualquer ilícito”, afirmou o delegado.
Agora, os investigadores concentram esforços em três perguntas principais: quem eram as pessoas que estavam no avião, para onde a aeronave pretendia seguir e por que o voo foi realizado nessas condições. A identificação das vítimas também depende do avanço dos trabalhos periciais.
A Polícia Civil segue tratando o caso como uma investigação aberta e busca reconstruir os últimos momentos da aeronave antes da queda. A expectativa é que os novos elementos encontrados pela perícia e pelas diligências ajudem a esclarecer a origem do voo, seu destino e as circunstâncias que terminaram na morte dos três ocupantes.


































