MATO GROSSO

Justiça mantém prisão de homem acusado de armazenar e produzir material de pornografia infantil em Várzea Grande

Imagem: PJC-MT

publicidade

publicidade

A Justiça converteu a prisão em flagrante de J.C.D.H., de 59 anos, em prisão preventiva, após audiência de custódia realizada na última quinta-feira (27.03). A decisão foi tomada pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Várzea Grande, com base na gravidade dos fatos e no risco de reiteração criminosa.

O investigado foi preso durante operação da Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), em cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. No momento da abordagem, J.C.D.H. forneceu voluntariamente a senha do seu celular, onde peritos da Politec encontraram imagens e vídeos de pornografia infantil.

Entre os arquivos apreendidos, foram identificados conteúdos de um adolescente com deficiência motora em situações de nudez e cenas de abuso. O material foi imediatamente periciado, confirmando a gravidade do caso. De acordo com o delegado Guilherme Berto Nascimento Fachinelli, o crime de armazenar esse tipo de conteúdo é considerado permanente, ou seja, a infração se prolonga enquanto o material estiver sob posse do acusado.

Leia Também:  MP cumpre mandados de busca e apreensão e oferece denúncia contra prefeito

Além do flagrante, J.C.D.H. também é alvo de outro inquérito policial, que investiga a suposta produção de pornografia infantil envolvendo um adolescente de 12 anos com paralisia cerebral. O menor é filho de uma mulher com quem o investigado mantinha relacionamento.

Diante das evidências, o delegado negou o direito à fiança e representou pela prisão preventiva do acusado. O juiz acatou o pedido, determinando sua manutenção na cadeia para evitar a continuidade dos crimes e proteger potenciais vítimas.

Casos como este reforçam a necessidade de vigilância e de denúncias por parte da sociedade. Qualquer suspeita de crimes contra crianças e adolescentes pode ser informada anonimamente pelo Disque 100, um canal do Ministério dos Direitos Humanos, ou diretamente às polícias Civil e Federal.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade