Um novo laudo elaborado pelo Centro Integrado de Atenção Psicossocial Adauto Botelho, em Cuiabá, recomenda a desinternação de Lumar Costa da Silva, condenado por matar a tia Maria Zélia da Silva, 55, em Sorriso (420 km de Cuiabá), em 2019. Segundo a avaliação, ele apresenta estabilidade clínica e não demonstra atualmente sinais de psicose, agitação ou comportamento agressivo.
O relatório descreve Lumar como lúcido e orientado, com humor estável, afeto compatível e discurso organizado. O documento também aponta ausência de delírios, preservação do juízo crítico da realidade e compreensão sobre a própria condição de saúde mental. A avaliação foi feita menos de dez meses após seu retorno ao hospital psiquiátrico.
Lumar havia deixado a unidade em junho do ano passado e retornado a Campinas (SP), mas voltou a ser preso em novembro, após ser acusado de ameaçar a ex-esposa. Na ocasião, a Justiça determinou seu retorno ao Adauto Botelho. Apesar da recomendação médica, uma nova desinternação ainda depende de decisão judicial.
Em setembro, a Justiça determinou que ele fosse submetido prioritariamente a exame de cessação de periculosidade pela Politec. O resultado deverá ser considerado em uma nova análise sobre eventual tratamento ambulatorial em Campinas, sob supervisão e curatela do pai. Lumar foi considerado inimputável após exame apontar transtorno afetivo bipolar tipo 1 e concluir que, na época do crime, ele não tinha capacidade de compreender o caráter ilícito da conduta.


















