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El Niño pressiona escolha de sementes para safra de soja em MT

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A confirmação de um super El Niño e a previsão de redução da produtividade colocam a escolha das sementes entre as principais decisões dos produtores de Mato Grosso para a safra 2026/27. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produtividade deve ficar em 62,44 sacas por hectare, queda de 5,43% ante o ciclo anterior. A produção é estimada em 48,88 milhões de toneladas, recuo de 5,19%.

O fenômeno climático aumenta a preocupação com a distribuição das chuvas durante o desenvolvimento das lavouras. Com custos elevados, margens menores e crédito mais restrito, os produtores buscam variedades que conciliem potencial produtivo, adaptação ao ambiente, sanidade e ciclos mais curtos. “Em uma safra com menor previsibilidade, a semente é uma decisão que impacta financeiramente todo o setor”, afirma Jeferson Andrade, diretor comercial da Polato Sementes.

A estratégia também tem levado ao aumento da procura por cultivares precoces, capazes de dar mais flexibilidade ao calendário agrícola. Na Polato, variedades mais modernas já respondem por 40% das vendas. Para Andrade, porém, não há uma cultivar capaz de eliminar o risco climático. “Não existe uma semente capaz de eliminar o risco climático. O que existe é planejamento para diminuir a exposição a ele”, diz.

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Entre as opções oferecidas pela empresa estão a NEO 700, de ciclo precoce e potencial produtivo, e a TMG Sucupira, da plataforma Enlist, com ciclo de 90 a 95 dias e resistência a nove tipos de nematoides de cisto da soja. Para a segunda safra de algodão, a empresa oferece as cultivares Âmbar STP e Ônix STP. A recomendação é que a escolha considere as características de cada propriedade, o histórico da área, a época de plantio e a previsão climática para reduzir a exposição aos efeitos do El Niño.

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