O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), foi intimado nesta quarta-feira (1º) a cumprir a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que determinou uma nova votação sobre o veto ao reajuste de 6,8% dos servidores do Poder Judiciário. O novo pleito deverá ocorrer na próxima sessão, com votação aberta e nominal.
A determinação é do desembargador Márcio Vidal, relator do processo. Em caso de descumprimento, Max Russi poderá receber multa de R$ 50 mil por dia. A decisão anulou a votação realizada em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes (União) por 12 votos a 10 em uma sessão secreta.
Presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues pressionou pela realização imediata da nova votação. Segundo ele, eventuais recursos apresentados pela Assembleia não suspendem automaticamente a ordem judicial. O sindicalista também criticou quatro deputados que, de acordo com sua avaliação, apoiaram o reajuste durante a tramitação, mas mudaram de posição na votação do veto.
A decisão do TJMT, porém, não garante o reajuste de 6,8%. Os deputados terão novamente de decidir se mantêm o veto de Mauro Mendes ou se o derrubam, permitindo o avanço do aumento aprovado anteriormente pelo Legislativo. Márcio Vidal também afastou o argumento de que a nova votação seria impedida pela legislação eleitoral, por entender que se trata da retomada de uma etapa do processo legislativo que já havia sido iniciada e posteriormente anulada pela Justiça.


















