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Voto feminino impulsiona alta de Cury na disputa presidencial

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O crescimento de Augusto Cury (Avante) na corrida pela Presidência da República ganhou força principalmente entre as mulheres, segundo pesquisa RealTime Big Data divulgada na terça-feira (1º). No cenário estimulado que inclui Pablo Marçal (PRTB), Cury passou de 1% para 10% das intenções de voto. Entre as eleitoras, saltou de 2% em julho para 13%, enquanto entre os homens avançou de 0% para 7%.

A diferença aparece em um momento de perda de apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre as mulheres. O senador caiu de 29% para 23% no mesmo período, enquanto Lula (PT) passou de 44% para 42%. No cenário geral, Lula tem 38%, Flávio 29% e Cury 10%, seguido por Renan Santos (Missão), com 6%, Ronaldo Caiado (PSD), 4%, Pablo Marçal, 3%, e Romeu Zema (Novo), 2%. Sem Marçal, Cury chega a 11%.

Para especialistas ouvidos pelo SBT News, o resultado pode refletir o desgaste da polarização entre lulismo e bolsonarismo e a busca por uma alternativa mais moderada. O professor Marco Aurélio Nogueira, da Unesp, afirma que Cury ocupa uma posição de “moderador” e “pacificador”, enquanto o analista Victor Missiato, do Mackenzie, aponta a imagem de ponderação do escritor e sua presença nas redes sociais como fatores que podem ampliar sua exposição entre as mulheres.

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Apesar da alta, os analistas avaliam que Cury ainda precisa ampliar sua presença em outros segmentos para se tornar competitivo por uma vaga no segundo turno. Segurança pública é o principal tema apontado pelos entrevistados como decisivo para o voto, com 47%, seguida por saúde, com 42%, e inflação e custo de vida, com 38%. O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre 27 e 31 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Cury atribui o crescimento à maior exposição após debates e diz que pretende manter uma postura crítica ao governo Lula e contrária à polarização.

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