Em 28 de agosto, a SOBRETUDO publicou sua aposta para as 56 cadeiras de Santa Catarina na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.
Passado mais de um mês, com a campanha entrando nos últimos dias, voltamos àquela lista. Não para procurar uma justificativa para mudar nomes, nem para acompanhar listas de outros analistas. Fizemos o contrário: colocamos cada uma das nossas apostas novamente à prova.
E a conclusão é objetiva: mantemos os 56 nomes.
Isso não significa que nada tenha mudado na eleição. Mudou muita coisa. A campanha entrou na fase em que estruturas partidárias, recursos, presença territorial, alianças e capacidade de mobilização passam a pesar ainda mais. A eleição proporcional, por sua própria natureza, continua sendo uma disputa de partidos, federações, quociente eleitoral e votação individual. (UOL Notícias)
Também surgiram novos nomes no debate, candidaturas ganharam espaço e algumas disputas ficaram mais apertadas. Isso faz parte da reta final.
Mas uma coisa é reconhecer que uma eleição ficou mais disputada. Outra é concluir que determinado candidato perdeu sustentação suficiente para deixar de ser uma aposta.
Foi exatamente essa diferença que orientou nossa revisão.
Não encontramos, entre os 56 nomes escolhidos em agosto, um fato novo capaz de derrubar a premissa que sustentou qualquer uma das nossas apostas.
Por isso, não haverá troca simplesmente porque outro analista ampliou seu radar ou apresentou uma lista diferente.
Aliás, listas muito amplas, com dezenas de nomes tratados simultaneamente como favoritos, cumprem uma função importante: mostram quem está no jogo. Mas não necessariamente fazem uma aposta.
A SOBRETUDO fez uma aposta.
E aposta pressupõe assumir risco.
Na Câmara Federal, mantemos os 16 nomes escolhidos em agosto. Na Assembleia Legislativa, mantemos os 40.
Algumas cadeiras continuam mais pressionadas que outras. Algumas chapas podem conquistar uma cadeira a mais ou a menos. Existem candidatos que cresceram durante a campanha e outros que precisarão confirmar na urna a força que demonstram nos últimos dias.
É justamente por isso que a nossa lista não deve ser confundida com uma certeza antecipada.
É uma fotografia.
E fotografia boa não é aquela que tenta adivinhar o que vai acontecer. É aquela que registra, com os elementos disponíveis, aquilo que o fotógrafo enxerga naquele momento.
A nossa primeira fotografia foi feita em 28 de agosto.
Hoje, 30 de setembro, fizemos uma nova.
E, depois de olhar novamente para os 56 nomes, chegamos à mesma conclusão.
A nossa aposta continua de pé.
Agora falta pouco.
No domingo, a urna vai transformar todas as análises, pesquisas, estratégias, estruturas e apostas em resultado.
Até lá, seguimos com a nossa leitura.
Sem trocar de lado porque o vento mudou.





























