POLÊMICA NO FUTEBOL

Dresch questiona dinheiro das bets e critica reação dos clubes à MP de Lula

publicidade

publicidade

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, abriu uma nova frente de discussão sobre o impacto das apostas esportivas no futebol brasileiro. Em entrevista ao Estadão, o dirigente declarou apoio à Medida Provisória nº 1.394/2026, do governo Lula, mas afirmou que a restrição não deve ser suficiente para colocar fim ao mercado de bets.

 

“Sou a favor da Medida Provisória, mas não acredito que vai acabar com esse negócio”, afirmou Dresch.

 

O posicionamento ganha peso porque o Cuiabá está há quase dois anos sem patrocinador master e o dirigente é contrário à presença de empresas de apostas na camisa do clube.

 

Na entrevista, Dresch também colocou em xeque o destino do dinheiro que entrou no futebol por meio das bets. Para ele, os recursos foram usados principalmente para elevar os salários dos jogadores, sem provocar investimentos proporcionais em outras áreas.

 

“O futebol poderia ter feito um bom uso desse dinheiro. O que os times fizeram com esse dinheiro? Aumentaram o salário do jogador, só isso”, criticou.

Leia Também:  Debatedores defendem esporte para inclusão de PCDs

 

O presidente do Cuiabá citou ainda São Paulo, Corinthians e Santos ao questionar por que o aumento das receitas com patrocínios de apostas não teria sido suficiente para resolver problemas financeiros enfrentados por grandes clubes.

 

“Ninguém investiu em estrutura, ninguém pagou dívida, né? Você está aí em São Paulo, tem o São Paulo, Corinthians e Santos hoje numa situação caótica na questão financeira. Para que veio esse acréscimo?”, questionou.

 

Dresch também reagiu à manifestação de clubes como Flamengo, Palmeiras, Santos e Fluminense, que classificaram a MP como “o fim do futebol brasileiro”. Para o dirigente do Cuiabá, a declaração foi exagerada. “Achei uma declaração infeliz”, afirmou.

 

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade