Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Defesa de coronel diz que júri vai mostrar inocência no caso Zampieri

publicidade

Os advogados Sarah Quinetti e Silvio Eduardo Polidoro, que defendem o coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, afirmaram nesta terça-feira (29) que pretendem demonstrar a inocência do réu durante o julgamento da morte do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá. A defesa também voltou a citar conversas encontradas no celular de Zampieri e relacioná-las às investigações sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais em Mato Grosso.

Sarah afirmou que informações presentes nas conversas não teriam sido apresentadas de forma completa à sociedade e questionou a acusação de que Caçadini teria financiado o assassinato. “A verdade é que o coronel Caçadini não tem nada a ver, ele não participou. É um homem que está preso até hoje há quase três anos e colaborou com a Justiça, um homem de 70 anos, que serviu à Pátria durante 30 anos”, declarou. A advogada também disse que a defesa quer a realização do júri para apresentar sua versão dos fatos.

Polidoro afirmou que a estratégia permanece a mesma adotada no julgamento iniciado em julho e posteriormente interrompido após um jurado apresentar problemas de saúde. “A linha de defesa é a mesma do primeiro júri, que infelizmente foi cancelado, que é demonstrar a inocência do coronel”, disse. Sobre possíveis novos elementos, o advogado afirmou: “A única coisa que vocês podem esperar é a verdade. A verdade é incômoda, ela é teimosa, mas ela é insistente, sabe? Devagarzinho ela vai aparecendo.”

Leia Também:  Corpo de Bombeiros socorre trabalhadora de 30 anos após queda em restaurante

O novo julgamento de Caçadini, Antônio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins Barbosa ocorre nesta terça-feira (29), no Fórum de Cuiabá. Segundo a acusação, Antônio é apontado como executor, Hedilerson como intermediário e Caçadini como financiador do homicídio. As declarações sobre suposta venda de decisões judiciais fazem parte da linha argumentativa da defesa e não alteram, por si só, as acusações submetidas ao Tribunal do Júri.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade