Santa Catarina vive hoje um cenário de resposta e adaptação: o temporal dos últimos dias ainda deixa marcas em infraestrutura e cidades, a Assembleia Legislativa segue promovendo mudanças estruturais e o estado precisa costurar soluções imediatas enquanto projeta 2026. Entre sinais de recuperação econômica e demandas sociais urgentes, emerge a necessidade de governança eficaz — sem atalhos.
CLIMA & CIDADES — Passagem de ciclone continua repercutindo; chuva intensa marcou estado
O ciclone extratropical que passou por SC nos últimos dias ainda repercute no clima: a chuva intensa e ventos fortes provocaram alagamentos e transtornos por todo o litoral e por áreas urbanas do estado.
Dados oficiais da Defesa Civil apontam que, em poucas horas, a chuva ultrapassou — em algumas regiões — o volume esperado para um mês inteiro de dezembro.
Mesmo afastado, o sistema meteorológico continua influenciando a costa e o interior, com risco de rajadas de vento e ressaca marítima.
Equipes de limpeza e manutenção seguem mobilizadas, e vários municípios ainda lidam com alagamentos, interrupções de vias e serviços parcialmente suspensos.
POLÍTICA — ALESC aprova mudanças estruturais e aprofunda reformulação de políticas públicas
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou ontem e confirma hoje a reforma no sistema de acesso às universidades estaduais: foram modificados critérios de cotas, mantendo recortes socioeconômicos e de PcD, mas retirando atualmente as cotas por gênero e cor — decisão que exige ajustes imediatos dos editais universitários.
Além disso, deputados aprovaram outros projetos nesta sessão que, segundo críticas da coluna Pelo Estado, têm impacto limitado ou irrelevante para o cotidiano da população, mas consomem tempo legislativo significativo.
As mudanças refletem debates mais amplos sobre modelo de inclusão, critérios de seleção e prioridades legislativas para 2026.
ECONOMIA — Fluxo de consumo se desloca do medo para a reconstrução; setor de serviços tenta retomar ritmo
Apesar da instabilidade climática recente, o setor de comércio e serviços em SC tenta recuperar o ritmo de fim de ano, impulsionado por movimentos de consumo sazonais e pela retomada gradual do turismo interno.
Em paralelo, produtores rurais e agentes do setor agrícola seguem avaliando os impactos das chuvas intensas sobre áreas de produção — risco que varia por região e pode refletir no comportamento dos preços no curto prazo.
A expectativa do empresariado é de que se o clima estabilizar, dezembro possa fechar com desempenho positivo, apesar do contexto adverso.
JUSTIÇA & INSTITUIÇÕES — TCE conclui análise de consistências fiscais e preserva base de cálculo do IBS
O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) avançou na análise de um caso conhecido como “pedaladas contábeis”, que poderia alterar de forma muito desfavorável os critérios de cálculo da arrecadação estadual e, consequentemente, impactos em repasses futuros do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
As primeiras indicações técnicas apontam que os valores questionados não devem ser incorporados como receita estadual, preservando um cálculo que impacta a arrecadação e o planejamento fiscal pelos próximos anos.
Essa definição técnica tem reverberações políticas e administrativas que ganharão importância no debate público no próximo ciclo eleitoral e no ajuste das políticas fiscais estaduais.
INFRAESTRUTURA & MOBILIDADE — Recuperação de vias e serviços se intensifica
Com a diminuição da chuva mais intensa, as equipes de infraestrutura estão concentradas na retirada de árvores, detritos e na recuperação de estradas que sofreram obstruções ou danos.
Operações contemplam:
•limpeza de galerias e bocas de lobo
•restabelecimento de sinalização
•reforço em pontos de risco nos perímetros urbanos
•apoio em logística urbana e intermunicipal
O desafio agora é combinar recuperação emergencial com planejamento de médio prazo, para evitar descontinuidade em serviços e mobilidade reduzida.
SOCIEDADE — Resposta civil e redes de apoio se mantêm ativas
As redes de solidariedade, coletivos locais e órgãos públicos seguem entregando apoio às famílias afetadas pelos temporais, com doações de alimentos, roupas e materiais de limpeza.
Além disso, unidades de saúde, escolas e centros comunitários que sofreram impactos retomam atendimento de forma escalonada, enquanto ONGs e movimentos sociais cobram medidas estruturais para áreas vulneráveis — especialmente encostas e bairros historicamente afetados por enchentes.
O clima adverso reforça velhos problemas urbanos: falta de drenagem adequada, ocupação de áreas de risco e moradia precária — pontos que voltam às manchetes sempre que há eventos extremos.
EM RESUMO:
Santa Catarina entra em 12 de dezembro em modo de resposta e de reconstrução:
•o ciclone que atingiu o estado deixou marcas físicas e logísticas, mas já afasta seu núcleo;
•ALESC promove mudanças estruturais em políticas públicas importantes;
•economia tenta retomar fôlego apesar dos desafios climáticos;
•justiça fiscal sinaliza decisões que protegem critérios de arrecadação;
•infraestrutura trabalha intensamente para normalizar serviços;
•sociedade segue mobilizada em apoio às comunidades mais afetadas.
O estado está entre o ontem de estragos e o amanhã de ajustes — e as próximas semanas dirão quão resiliente ele realmente será.
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