O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que prefeitos da legenda que declararam apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo do Estado, em vez do senador Wellington Fagundes (PL), poderão perder o comando dos diretórios municipais. Segundo ele, os gestores também ficarão impedidos de disputar as eleições de 2028 pelo partido.
Ananias classificou o apoio a Pivetta como infidelidade partidária e disse que o departamento jurídico do PL já foi acionado para instaurar procedimentos contra prefeitos de municípios como Rondonópolis, Várzea Grande e Primavera do Leste. Os processos, segundo o dirigente, deverão respeitar o direito de defesa e os trâmites previstos pela legislação.
O presidente do partido citou como exemplo o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, que deixou a legenda antes de declarar apoio ao projeto adversário. “Eu acho que não deveria nem ter expulsão, acho que eles deveriam ter a moral e o caráter de pedir o afastamento do partido”, afirmou. Para Ananias, os demais gestores deveriam adotar a mesma postura.
Sobre 2028, o dirigente foi categórico ao dizer que os dissidentes não permanecerão no comando das siglas municipais. “Certeza absoluta de que não terão o diretório. Quem escolhe os candidatos são os diretórios, nenhum que for infiel terá os diretórios de suas cidades”, declarou. Apesar do racha, Ananias minimizou possíveis perdas eleitorais e afirmou que os eleitores estão mais independentes da orientação de lideranças locais.






































