A Prefeitura de Cuiabá mobilizou equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras para limpar e desobstruir bocas de lobo após os alagamentos registrados durante as últimas chuvas. Seis estruturas foram atendidas na região do Parque Geórgia, a maior parte delas na Avenida Palmiro Paes de Barros e duas na Rua Cambará. Considerando outros pontos da capital, nove bocas de lobo foram limpas ao longo do dia.
A intervenção foi realizada para restabelecer o escoamento da água e reduzir o risco de novos alagamentos. Além da retirada dos resíduos acumulados nas caixas coletoras, as equipes fizeram a desobstrução das tubulações, etapa necessária para liberar a passagem da água pelas galerias pluviais.
O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Edson Brasil, explicou que o trabalho desenvolvido desde 2025 tem caráter preventivo e é executado inclusive antes do período chuvoso. Segundo ele, a estratégia busca antecipar os problemas, sem esperar que ocorram inundações para que as equipes sejam mobilizadas.
“Esse trabalho de desobstrução é uma ação preventiva, realizada antes mesmo do período de chuvas. Muitas dessas bocas de lobo nunca haviam sido limpas. Encontramos estruturas com mais de 30 anos que, conforme constatamos durante os serviços, não apresentavam sinais de manutenção anterior”, afirmou o secretário.
Edson Brasil ressaltou que precipitações intensas e concentradas ainda podem provocar alagamentos pontuais, mesmo com as frentes de serviço em atividade. “Em uma cidade do porte de Cuiabá, chuvas intempestivas, como a registrada na terça-feira, podem ocasionar pontos específicos de inundação. Quando isso acontece, direcionamos nossas equipes para atender esses locais e solucionar o problema com a maior rapidez possível”, acrescentou.
Seis trabalhadores participaram da operação, todos com equipamentos de proteção individual, como botas, luvas e capacetes. A estrutura mobilizada contou com dois caminhões hidrojato, que utilizam água em alta pressão, um caminhão-pipa para reabastecimento e uma retroescavadeira.
O coordenador das equipes de hidrojato, Natal Carvalho, explicou que limpar somente a caixa da boca de lobo não resolve o problema quando a rede subterrânea permanece obstruída. “Não é só limpar a caixa. O importante é limpar também a rede, porque é a tubulação que conduz a água. Estamos deixando as estruturas limpas e preparadas para receber a água da chuva”, afirmou.
De acordo com o coordenador, uma única intervenção pode levar de um a três dias, dependendo da gravidade da obstrução. Embora a retirada superficial seja mais rápida, a presença de terra e resíduos compactados nas tubulações exige o uso de bicos perfurantes acoplados aos caminhões hidrojato.
Na Avenida Palmiro Paes de Barros, a retroescavadeira foi utilizada para retirar tampas pesadas e remover terra acumulada nas saídas das galerias. O equipamento complementa o trabalho dos caminhões, principalmente quando o bloqueio está nas aberturas por onde a água escoa ou quando é necessário desassorear a entrada e a saída da rede.
Lixo e fiação dificultam escoamento
Entre os materiais encontrados estavam pedras, garrafas PET, plásticos e grande quantidade de cabos telefônicos e de fibra óptica. Segundo Natal Carvalho, os fios funcionam como uma espécie de grade dentro das bocas de lobo: retêm outros resíduos, favorecem a compactação da terra e dificultam a passagem dos equipamentos utilizados na limpeza.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras alerta para a necessidade de as empresas de telecomunicações e suas prestadoras recolherem os cabos cortados, rompidos ou substituídos. Quando deixada junto aos postes ou nas vias públicas, a fiação pode ser carregada pela enxurrada até as galerias, aumentando as obstruções e os custos do serviço público.
As equipes também atenderam a área externa de um condomínio localizado na Avenida Palmiro Paes de Barros, cuja entrada ficou alagada durante a chuva. A Prefeitura limpou a primeira caixa coletora e a linha externa da tubulação. Um possível problema de projeto, relatado há pelo menos dez anos, será avaliado. As intervenções nas estruturas internas deverão seguir os procedimentos aplicáveis às áreas particulares.
Desde janeiro de 2025, a Prefeitura vem ampliando a manutenção da drenagem urbana. Balanço oficial aponta que 1.892 bocas de lobo foram atendidas em 2025. Em janeiro de 2026, a administração municipal informou que o trabalho acumulado havia alcançado aproximadamente 2,6 mil estruturas em diferentes regiões da capital.
Para Edson Brasil, a manutenção permanente é indispensável para preservar o funcionamento da drenagem e reduzir os transtornos no período chuvoso. “A limpeza precisa ser contínua para evitar o alagamento das vias. Ao mesmo tempo, é fundamental que a população descarte corretamente os resíduos, porque uma boca de lobo recém-limpa pode voltar a ficar obstruída em poucos dias”, concluiu.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT


































