MATO GROSSO

DISPUTA PELO GOVERNO

Wellington vê “pressão” sobre prefeitos e põe em dúvida apoio a Pivetta

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Candidato do PL coloca em dúvida adesão de mais de 100 prefeitos à reeleição do governador e afirma ter relatos de pressão por convênios.

 

O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), colocou em xeque, em entrevista à imprensa o apoio declarado por mais de 100 prefeitos à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ele, parte dos gestores estaria sofrendo pressão política para aderir à candidatura.

 

Wellington afirmou ter recebido relatos de prefeitos que dizem ter recebido ajuda dele e do senador Jaime Campos, mas que agora estariam sendo pressionados em razão de convênios firmados com o Estado. Segundo os relatos citados pelo candidato, os prefeitos temeriam perder recursos caso não apoiassem Pivetta.

 

O senador também levantou dúvidas sobre o volume de convênios assinados no último ano. Ele afirmou que alguns acordos teriam recebido apenas uma pequena parcela dos recursos, deixando entre 70% e 90% dos valores para serem pagos posteriormente.

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Segundo Wellington, até prefeitos do próprio PL teriam procurado seu gabinete para agradecer por ações realizadas nos municípios e, posteriormente, relatado que sofreram pressão para apoiar o governador. “É da boca para fora”, afirmou ao comentar esses apoios.

 

O candidato também usou as pesquisas eleitorais como argumento para questionar a força política atribuída ao grupo de Pivetta. Na avaliação dele, se a maioria dos prefeitos está com um candidato, mas isso não se traduz em crescimento nas pesquisas, é sinal de que o eleitor pode estar enxergando a disputa de outra maneira.

 

Para Wellington, o cenário revela um eleitor mais independente e consciente do peso do voto secreto. “Não é o grandão que vem mandar em mim não, meu voto é secreto”, disse, ao destacar que o eleitor não necessariamente seguirá a orientação de lideranças políticas.

 

O senador reforçou ainda sua própria postura de fidelidade ao PL. Disse que todos os seus mandatos foram construídos pelo partido e comparou essa lealdade à vida pessoal: afirmou ser fiel à mesma esposa há 51 anos e ao mesmo partido.

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Por fim, Wellington pediu votos para sua chapa e defendeu que, após a definição de uma convenção partidária, os integrantes devem seguir a decisão da maioria. Ele citou Flávio Bolsonaro, José Medeiros, Janaína Riva e os candidatos a deputado federal e estadual que integram seu grupo político.

 

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