Reunião entre candidatos do Novo em Mato Grosso, realizada na segunda-feira (14), expôs a insatisfação com a aliança firmada com o candidato ao governo Wellington Fagundes (PL). A direção estadual avalia juridicamente a possibilidade de liberar os candidatos para apoiar outros nomes, entre eles o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD).
Segundo relatos obtidos pela reportagem do Gazeta Digital, os principais motivos da crise são o suposto descumprimento de compromissos financeiros assumidos pelo PL, além de problemas na produção de material gráfico e na logística para a propaganda eleitoral na televisão. Um candidato afirmou, sob anonimato, que tem feito campanha com os R$ 50 mil repassados pelo próprio Novo, além de doações obtidas por conta própria.
A insatisfação também envolve Reinaldo Morais, candidato a vice de Fagundes e integrante do Novo. Segundo participantes da reunião, Morais não compareceu ao encontro e estaria evitando conversas com os demais candidatos. “Estamos nos sentindo traídos duplamente. Pelo que aconteceu lá atrás com o Marcelo Maluf e agora pela condução que estão nos tratando”, afirmou uma fonte, em referência à substituição de Maluf por Morais na chapa.
O presidente estadual do Novo, Rafael Iacovacci, confirmou a reunião e afirmou que deve se encontrar nesta quarta-feira (16) com o presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho. Segundo ele, o encontro foi motivado por “uma insatisfação com os compromissos firmados pelo PL” e por “inúmeras intercorrências”. O Novo tem 25 candidatos a deputado estadual e nove a deputado federal no Estado.




































