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Bastidores do Poder

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Dino pede vista após Mendonça reagir aos gritos contra Gilmar

O ministro Flávio Dino pediu vista nesta terça no julgamento do Supremo sobre mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro e atribuídas a Alexandre de Moraes, depois de um bate-boca entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes. Dino interrompeu a análise ao afirmar que não permaneceria diante do confronto no plenário.

Questionamentos

A discussão começou após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, responder a questionamentos sobre sua relação com Vorcaro. Gonet afirmou que Mendonça havia reconhecido não existir ilicitude nos elementos recolhidos e negou proximidade com o banqueiro.

‘Leviandade’

Gilmar Mendes saiu em defesa de Gonet e chamou de “leviandade” as ilações dirigidas ao procurador-geral.

“É impressionante, presidente, que uma pessoa da estatura do procurador-geral Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isto, sim, é leviandade”, afirmou.
‘Desfaçatez’

André Mendonça reagiu aos gritos durante a intervenção de Gilmar Mendes.

“A desfaçatez de Vossa Excelência! Eu estou sendo agredido!”, disse o ministro, que também cobrou respeito no decorrer da discussão.
Assista:
Confronto
Dino anunciou o pedido de vista para cessar o confronto e cobrou uma providência do presidente do STF, Edson Fachin.
“Há horas, há horas, Vossa Excelência está assistindo a isto. Se Vossa Excelência vai assistir a isto, eu não vou, porque eu sou funcionário público deste país e tenho respeito a ele”, afirmou.

Uma sessão marcada por bate-bocas

O bate-boca entre André Mendonça e Gilmar Mendes que originou o pedido de vista de Flávio Dino não foi o único. A sessão, iniciada àss 10h e finalizada às 18h, foi toda pontilhada de seveeras discussões entre ministros.

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Protagonistas

Mendes diversas vezes confrontou Mendonça, assim como Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Este, por sua vez, já iniciou a sessão tendo um arranca rabo com o presidente da Corte, Luiz Fachin.

‘Pixuleco eleitoral’

Mas os maiores embates foram entre Mendes e Mendonça, que acusou o colega de transforma o Supremo em instrumento eleitoral de uma das candidaturas presidenciais.

“É evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés político eleitoral na forma como o tema foi conduzido. É evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral”, disse Gilmar sobre Mendonça.
Assista alguns dos bate-bocas:

 

 

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