Fernando Pereira Lisboa, de 40 anos, morador de Sinop, morreu durante um ataque de drones russos na região de Zaporizhzhya, no sudeste da Ucrânia. Ele estava no país desde março deste ano, atuando ao lado do exército ucraniano, mesmo sem formação militar. A confirmação da morte chegou à família no sábado (13), um dia após o ataque.
Segundo relato da irmã da vítima ao site Só Notícias, Fernando participava de uma missão com outros dois soldados quando o grupo foi alvo da ofensiva russa. Nas redes sociais, ela lamentou a perda. “Acabei de saber que meu irmão por parte de pai foi lutar na guerra da Ucrânia e foi abatido, morreu lutando por uma causa em que ele acreditava. Jamais imaginei o sangue do meu sangue lutando numa guerra. Você cumpriu sua missão, vai com Deus”, escreveu.
Morador do bairro Maria Carolina e solteiro, Fernando demonstrava interesse por assuntos militares e planejava viajar para a Ucrânia desde novembro do ano passado. De acordo com a irmã, o desejo de participar do conflito estava ligado à vontade de defender o país. “Ele sempre foi apaixonado por guerra e queria lutar por uma nação que precisasse dele”, afirmou.
A viagem foi custeada pelo governo ucraniano, que também ficará responsável pela cremação do corpo. Em razão das dificuldades logísticas e do translado internacional, Fernando será sepultado na Ucrânia. A família ainda alertou a população sobre possíveis golpes envolvendo arrecadações online, destacando que não existe nenhuma campanha oficial para custear despesas.
A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022 e já provocou milhares de mortes, destruição de cidades e uma das maiores crises humanitárias da Europa nas últimas décadas. O conflito segue ativo em diversas regiões do território ucraniano, com ataques frequentes e sem perspectiva de uma solução definitiva a curto prazo.


















