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Seminário sobre autismo destaca inclusão, ciência e histórias de superação no Oeste de SC

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Uma história de criatividade, inclusão e superação marcou a abertura do 1º Seminário Regional de Autismo do Oeste de Santa Catarina, realizado em Maravilha. Aos 15 anos, Felipe Antônio, de Pinhalzinho, apresentou uma revista em quadrinhos criada a partir de suas vivências com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Produzida ao lado da irmã Sofia Helena, de 11 anos, e dos ilustradores Chris Chaves e Fábio Lopes, a publicação busca conscientizar a sociedade e promover empatia em relação às pessoas autistas.

Promovido pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o seminário reuniu profissionais da educação, saúde, familiares e especialistas para discutir inclusão, manejo comportamental e políticas públicas voltadas ao TEA. O deputado estadual Mauro De Nadal, propositor do evento, destacou que a iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre o autismo e oferecer capacitação para profissionais que atuam diretamente com pessoas autistas. “Quando conhecemos melhor a realidade das pessoas autistas, conseguimos construir ambientes mais inclusivos, mais dignos e mais preparados para acolher as famílias”, afirmou.

A programação contou com palestras de especialistas reconhecidos nacionalmente. A psicóloga Adriana Rubio abordou o manejo de comportamentos desafiadores sob a ótica da ciência ABA e destacou que a falta de informação ainda gera preconceito e exclusão. Já a pedagoga e ativista Andréia Rigotti compartilhou experiências sobre os avanços científicos no tratamento do TEA e os desafios enfrentados pelas famílias ao longo das últimas décadas.

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Um dos momentos mais emocionantes do seminário foi o relato da autista Roseli Claro, de 55 anos. Diagnosticada em uma época em que pouco se falava sobre autismo, ela relembrou episódios de exclusão vividos na infância e destacou a importância da inclusão escolar. “Sou mulher, sou autista e sou muito feliz. Tenho orgulho de quem sou, mas não deveria ter passado por tudo o que passei. Eu poderia ter sido incluída”, declarou ao público.

Durante o evento, também foram destacadas políticas públicas catarinenses voltadas à causa autista, como a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), que já ultrapassou 50 mil emissões no estado, e a legislação que garante laudo permanente para pessoas com TEA. As iniciativas reforçam o compromisso de Santa Catarina com a inclusão, a garantia de direitos e a melhoria da qualidade de vida das pessoas autistas e de suas famílias.

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