Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

publicidade

Debutante presidencial

Foto: Reprodução / Agenda Brasília

Na festa de 70 anos do deputado Alberto Fraga (PL-DF), Michelle Bolsonaro desfilou como pré-candidata à Presidência, em evento coreografado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que articula nos bastidores a substituição de Flávio por ela na cabeça da chapa.

Desfile BBB

A ex-primeira-dama circulou entre as bancadas BBB (da bala, de Brasília e da Bíblia), driblou o presidenciável Flávio e recebeu o apoio velado de caciques do partido.

Regulamentação da jornada

Foto: Reprodução / Youtube

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou como relator para o PL 1838 de 2026 (redução de jornada), mantendo o texto da PEC 6×1 que foi aprovada por ampla maioria (472 e 451 votos) e que agora tramita no Senado.

Apelo popular

A medida atende à classe trabalhadora, que quer mais tempo para a família e a religião, mostrando que o Legislativo pode sim dialogar com as ruas quando a pressão popular é forte.

Jornada travada

Contudo, no Senado, Davi Alcolumbre atende ao lobby da Fiesp e da CNI e segura a votação.

Travamento empresarial

Os empresários reivindicam que o correto seria liberar a negociação direta entre patrão e empregado com jornada flexível, banco de horas e compensação.

Pautas-bomba

Foto: Jonas Pereira / Agência Senado

Em um só dia, duas comissões do Senado aprovaram pautas-bombas que podem gerar rombo de R$ 77 bilhões: aposentadoria especial para agentes de saúde (R$ 30 bilhões) e piso salarial de R$ 13,6 mil para médicos (R$ 47 bilhões).

Fisiologismo eleitoral

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), admite que ninguém vota contra por causa das eleições de dois em dois anos – e Davi Alcolumbre revela ter 31 projetos deste tipo represados. É a farra do funcionalismo à custa do contribuinte.

Cultura do fisiologismo

O problema não é só o calendário eleitoral, mas a cultura do fisiologismo em que políticos aprovam benefícios sem lastro fiscal porque sabem que o Tesouro cobre. A saída é simples: emenda constitucional que exija impacto financeiro prévio e proíba criação de despesa sem corte equivalente.

Custo da insegurança

Foto: Reprodução / CNI

Pesquisa da CNI revela que 81% dos industriais apontam a insegurança como componente do Custo Brasil, com 62% relatando aumento nos custos finais devido à segurança no transporte e 45% vendo o mesmo efeito nos investimentos gerais.

Leia Também:  Em cada dez consumidores quatro devem até R$ 500
Fracasso estatal

Para os empresários ouvidos, esse cenário é o retrato do fracasso estatal em garantir um direito básico: segurança patrimonial.

Sem competitividade

Enquanto o governo se perde em pautas identitárias e assistencialismo, o setor produtivo arca com bilhões em escoltas, rastreamento e seguros – um verdadeiro imposto invisível que corrói a competitividade nacional.

FPA critica veto

Foto: Reprodução / FreePik

Para a FPA, o veto integral do presidente Lula ao projeto dos safristas (PL 715 de 2023) penaliza trabalhadores temporários do campo que buscam formalização durante a safra, sem perder acesso imediato a programas sociais.

Distorção

A decisão do governo ignora a realidade rural e mantém uma distorção que empurra o trabalhador para a informalidade, agravando a escassez de mão de obra e prejudicando a eficiência produtiva do agronegócio.

Equívoco

Para a FPA, o veto é um equívoco que cria falsa oposição entre proteção social e trabalho formal. O Estado deveria estimular quem quer trabalhar, não punir com burocracia.

Veto ao agro

Foto: Reprodução / FreePik

Além do veto do governo ao PL dos Safristas, que permitia trabalhadores temporários do Bolsa Família manterem o benefício durante a safra, o governo decidiu ainda bloquear R$ 461 milhões do Seguro Rural e sinalizar mais um veto à renegociação de dívidas rurais, aprovada no Senado no último dia 10.

Impacto fiscal

A justificativa de impacto fiscal desconsidera a arrecadação gerada pela formalização (FGTS, INSS) e o alívio social. É mais um episódio em que o Executivo sacrifica o trabalhador e o produtor em nome de uma ideologia que vê o campo como inimigo.

Farsa fiscal

Foto: Redes digitais / FPA

O governo reduziu sua estimativa de impacto do PL 5122 de 2023 (renegociação de dívidas rurais) de R$ 800 bilhões para R$ 140 bilhões em menos de 24 horas, sem que o texto do Senado tivesse mudado.

Impacto fictício

A conta inflada serviu apenas para criar narrativa contra o produtor rural, ignorando que o projeto é autorizativo e usa recursos de fundos constitucionais, do pré-sal e superávits – não desembolso direto do Tesouro.

Leia Também:  Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

Lula no G7

Foto: Ricardo Stuckert / Secom-PR

O presidente Lula participa pela décima vez da Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, para debater parcerias internacionais, crescimento econômico e inteligência artificial, mas como país convidado, sem poder de negociação sobre os documentos finais.

Palanque internacional

Embora o Brasil defenda temas como agregação de valor a minerais críticos e reforma das instituições globais, a presença petista em um clube de nações ricas soa como palanque internacional para um governo que, internamente, trava o agro, aumenta impostos e afasta investidores.

Redução de tarifas

Lula deveria usar o G7 para reduzir tarifas, firmar acordos de livre comércio e desburocratizar a economia, não para discursos vazios sobre desenvolvimento. A ausência do Brasil entre os membros plenos reflete décadas de política externa ideológica e estatizante.

Estado menos pesado

O caminho para ser protagonista é liberalizar, privatizar, abrir mercado e deixar o Estado menos pesado – não depender de convites para assistir aos ricos decidirem o futuro.

Planos Fronteira

Foto: Mariana Alves / Secom-MIDR

 

O MIDR (Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional) lançou os primeiros planos integrados de desenvolvimento para a faixa de fronteira amazônica (Arco Norte e Rondônia), com eixos que vão do ordenamento territorial à segurança, elaborados com participação de estados e comunidades.

Intervenção estatal

Mais uma vez, a estratégia do governo é centralizar decisões e multiplicar programas, em vez de reduzir impostos, simplificar licenças e dar autonomia aos agentes locais para atrair investimentos privados.

Menos Estado

O caminho não é mais planejamento estatal, mas menos Estado: desburocratizar a regularização fundiária, extinguir subsídios e abrir a fronteira para o livre mercado.

Preso a regras

Enquanto o governo comemora números, o agricultor continua preso a regras, limites de renda e exclusão do mercado formal. O verdadeiro desenvolvimento vem com liberdade, não com mais tutela estatal.

Frase do dia

“Emergiram diversos elementos capazes de suscitar dúvidas sobre a imparcialidade [do ministro Alexandre de Moraes], sob o aspecto objetivo, do tribunal [STF} que proferiu a condenação da recorrente”.

Trecho da sentença da Suprema Corte italiana ao absolver a ex-deputada Carla Zambelli.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade