Simulação da Petrobras será decisiva para licença ambiental e vai durar até quatro dias.
Por Humberto Azevedo
O Instituto brasileiro de meio ambiente e recursos renováveis (Ibama) confirmou nesta última quarta-feira, 13 de agosto, que o teste de simulação de emergência para a perfuração do primeiro poço em águas profundas na região da margem equatorial amazônica será realizado na última semana de agosto. A atividade deve ser a última etapa antes da decisão pelo órgão ambiental de conceder a licença para a operação.
O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, comemora: “Essa é uma vitória do Amapá e do Brasil”. Em nota enviada à imprensa na noite da última terça-feira, 12 de agosto, o senador amapaense comentou que foi “grande alegria”, que recebeu “a notícia sobre o avanço nas etapas para a pesquisa exploratória de petróleo na margem equatorial”.
“A data para a avaliação pré-operacional provavelmente será no próximo dia 24, a depender da avaliação dos técnicos do Ibama e da Petrobras. Foi definida a realização de um exercício de simulação, com duração estimada de três a quatro dias [por volta do dia 27], para testar a capacidade de resposta das equipes. [Isso é] um marco, resultado do empenho e do trabalho conjunto de vários atores que defendem um futuro energético sustentável para o nosso país”, comentou Alcolumbre.
Além de Alcolumbre, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), também celebrou a informação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a exploração de novas reservas de petróleo, argumentando que o Brasil já possui matriz energética renovável e não deveria abrir mão das riquezas de seu subsolo.
Segundo o Ibama, “as simulações testarão, na prática, a capacidade de resposta em caso de acidentes com derramamento de óleo, incluindo a eficiência dos equipamentos, a agilidade na resposta, o cumprimento dos tempos de atendimento à fauna previstos e a comunicação com autoridades e partes interessadas”.
O poço, denominado “Morpheus”, está localizado a cerca de 150 quilômetros da costa do Amapá. A Petrobras afirma que utilizará “a maior estrutura de resposta a emergências para perfuração exploratória já utilizada pela companhia”, com tecnologias que “buscam garantir maior precisão, qualidade, produtividade e especialmente segurança nas operações”.
Por ser o primeiro poço em uma área com condições ambientais distintas das bacias de Campos e Santos, na região Sudeste do país, e em grande profundidade, a iniciativa provoca preocupação de ambientalistas, que protestam contra a abertura de uma nova fronteira petrolífera em meio a compromissos de redução de emissões de gás carbônico (CO2).


























