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El Niño forte pode afetar plantio da soja e produção de trigo em 2026

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode estar entre os mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno poderá provocar impactos importantes na agricultura brasileira, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba, além de excesso de chuvas na Região Sul, principal produtora de trigo do país.

As projeções divulgadas entre maio e junho apontam para um evento persistente. Em áreas próximas à costa da América do Sul, a temperatura da superfície do oceano registrou aquecimento entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Oceano Pacífico apresentou anomalias próximas de 0,7°C.

No Sul do Brasil, a combinação do El Niño com outros padrões atmosféricos pode favorecer chuvas acima da média durante a primavera e o verão. Para o trigo, o excesso de umidade durante a fase reprodutiva e a colheita pode comprometer a qualidade dos grãos e gerar prejuízos aos produtores.

Já no Centro-Oeste e no Matopiba, o fenômeno costuma provocar irregularidade das chuvas no início da primavera, período que coincide com o plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o cultivo do milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção nacional do cereal.

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O cenário ocorre após uma safra recorde no Brasil. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, além de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Especialistas avaliam que os impactos do El Niño deverão ser regionalizados, exigindo atenção redobrada dos produtores ao comportamento climático ao longo da safra 2026/27.

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