MATO GROSSO

Clima de cautela marca retorno das sessões na Câmara de Cuiabá após afastamento de vereadores investigados

Foto: Reprodução

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Cinco dias após a operação que resultou no afastamento dos vereadores Sargento Joelson (PSB) e Chico 2000 (PL), investigados por suposto recebimento de propina, o clima nos corredores da Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça-feira (6) foi de extrema cautela e silêncio. Os parlamentares evitaram declarações públicas e, quando falaram, adotaram discursos cuidadosamente medidos.

Nos bastidores, a postura foi a mesma. Muitos vereadores preferiram se esquivar da imprensa, temendo se comprometer diante de um cenário ainda incerto. Os poucos que se manifestaram reforçaram que ainda não há informações oficiais suficientes para tomar qualquer posição mais contundente. A expectativa é pelo envio do inquérito à Câmara para que providências formais possam ser avaliadas.

Durante a sessão, o assunto não foi mencionado na tribuna. O único registro oficial ocorreu quando a Mesa Diretora comunicou o afastamento dos dois parlamentares, cumprindo determinação judicial.

A presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL), garantiu que o processo será conduzido com transparência e afastou qualquer possibilidade de pré-julgamento.

— Estamos aguardando o andamento das investigações. O que sabemos até o momento é o que foi divulgado pela mídia. Assim que a operação foi deflagrada, a procuradoria da Casa pediu habilitação no processo, para que possamos acompanhar tudo oficialmente — afirmou.

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O presidente da Comissão de Ética, vereador Eduardo Magalhães (Republicanos), adotou tom semelhante. Ele afirmou que qualquer decisão sobre eventual comissão processante dependerá da chegada oficial da denúncia.

— Não vamos nos basear em matérias de jornal. Precisamos dos autos para dar legalidade ao processo e evitar problemas futuros. Só após isso convocaremos uma reunião com a participação da procuradoria — explicou.

A vereadora Michelly Alencar (União) destacou a necessidade de cautela, lembrando que já houve casos de cassações revertidas no passado.

— É preciso respeitar os prazos, ouvir os envolvidos e validar o trabalho da polícia. Não podemos errar por precipitação — afirmou.

Advogado, o vereador Daniel Monteiro (Republicanos) também pediu serenidade e citou o princípio da presunção de inocência previsto na Constituição.

— Quem for culpado deve pagar, mas não podemos condenar ninguém sem decisão judicial. O dever de investigar é das autoridades — disse.

Já o vereador Rafael Ranalli (PL) defendeu que as investigações sigam até o esclarecimento dos fatos.

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— Se houver envolvimento, que paguem. Se não, que tudo seja esclarecido. Acredito que é uma fase e que a polícia vai elucidar tudo. Pau que bate em Francisco, bate em Chico também — afirmou.

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