Gustavo Viganó Piccoli assume a presidência da Abrapa para o biênio 2025-2026.
Por Humberto Azevedo
No último mês de dezembro de 2024, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) deu posse à nova diretoria, que conduzirá a entidade nos próximos dois anos, até 2026 em meio a desafios internacionais para os produtores. Gustavo Viganó Piccoli, produtor de algodão em Mato Grosso e ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), assumiu a presidência do conselho de administração da Abrapa.
Nascido em Anchieta, Santa Catarina, em 11 de abril de 1965, Piccoli mudou-se ainda jovem para o Mato Grosso. Filho de agricultores, foi pioneiro no cultivo de algodão no município de Sorriso, onde vive há mais de 40 anos. Com uma trajetória de 25 anos dedicados ao plantio de algodão, soja e milho, o empresário tem uma sólida experiência no agronegócio e na direção de importantes cooperativas agrícolas, como a Cooperativa Agropecuária Mista de Sorriso (COOAMI) e a Cooperativa Agro industrial do Centro Oeste (Coabra).
Após dois mandatos como vice-presidente, Gustavo Viganó Piccoli assume a presidência da Abrapa, com o compromisso de manter os altos padrões de credibilidade e sustentabilidade que consolidaram a entidade como referência no agronegócio brasileiro. Ao seu lado estarão Celestino Zanella, da Bahia, na vice-presidência; Paulo Sérgio Aguiar e Alexandre De Marco, ambos de Mato Grosso, ocupando cargos na diretoria. Carlos Alberto Moresco, de Goiás, e Luiz Carlos Bergamaschi, da Bahia, assumem como primeiro e segundo secretários, respectivamente. Aurélio Pavinato, representando o Maranhão, e André Guilherme Sucolotti, de Mato Grosso, completam a diretoria como primeiro e segundo tesoureiros.
Em sua fala após a aclamação como presidente, Piccoli enfatizou a responsabilidade e a honra de liderar a Abrapa, além de agradecer aos colegas e à equipe que o antecedeu. A cerimônia de posse foi o ponto alto da Assembleia Geral Extraordinária da Abrapa. Durante o evento, o atual presidente, Alexandre Schenkel, destacou a importância da renovação da liderança da entidade a cada dois anos, mencionando a chegada de novas gerações de cotonicultores à frente do setor. Ele também celebrou as conquistas de sua gestão, marcada pela ascensão do Brasil ao posto de maior exportador mundial de algodão, superando os Estados Unidos.
Em seu discurso de posse, Piccoli lembrou que o Brasil se tornou um player fundamental no mercado mundial de algodão, e que hoje “senta à mesa das decisões”, numa guinada histórica da condição de importador da fibra para a de maior exportador. Ainda em seu discurso, Piccoli reforçou a atenção para programas estratégicos da entidade, como o “Sou de Algodão”, que promove a fibra no mercado interno, e o “Cotton Brazil”, que trabalha para consolidar e abrir novos mercados no exterior. Ele reconheceu o apoio fundamental de parceiros como a ANEA e a ApexBrasil.
“Embora essa conquista seja notável, ela não é um ponto de chegada, e sim um novo ponto de partida. Ela traz desafios proporcionais às nossas realizações, e sabemos que, para enfrentá-los, será indispensável fortalecer o compromisso com os pilares que nos mantiveram firmes: sustentabilidade, rastreabilidade, qualidade e promoção da fibra”, declarou Piccoli, enfatizando a importância da Abrapa para tornar possível o reposicionamento da atividade ao longo dos últimos vinte e cinco anos.
“Muito obrigado pela confiança de vocês. Substituir o Alexandre aqui na presidência é um grande desafio. Esta diretoria fez um trabalho exemplar, viajando o mundo para promover o nosso algodão. Quero agradecer à equipe pela dedicação e aos companheiros que aceitaram o desafio dos próximos dois anos. Conto com todos vocês. Em nome de todos os cotonicultores do Brasil, renovo o compromisso e enalteço o nosso apreço por estas entidades”, acrescentou.
NOVO PONTO DE PARTIDA

Para Gustavo Piccoli, ser o maior do mundo em exportação de algodão é um novo ponto de partida, e não uma meta final. ele espera que 2025 seja um ano de marcos históricos importantes para a cotonicultura do Brasil. A entidade completa este ano 25 anos e justo num momento em que o país se torna o maior exportador mundial da commodity.
Participaram da solenidade de posse da nova gestão da Abrapa o assessor especial do Ministério da Agricultura,Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Ernesto Augustin, que representou o ministro Carlos Fávaro na ocasião, a senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS), o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion, além de diversos parlamentares e políticos em geral.
TRABALHO REALIZADO
Ex-presidente da Abrapa até 2024, Alexandre Schenkel ressaltou os marcos alcançados pela entidade e a importância do trabalho coletivo que levou a instituição a um novo patamar, enfatizando a continuidade das gerações na produção de algodão como um indicador muito positivo.
“Temos aqui uma energia renovadora, composta por jovens produtores que chegam com novas ideias e um compromisso com a evolução do nosso setor. Essa força, somada à experiência daqueles que já estão na estrada há mais tempo, garante que os próximos 30 anos da cotonicultura brasileira estarão em boas mãos”, destacou Schenkel. “Quero expressar minha gratidão aos ex-presidentes da Abrapa, que se doaram pela associação e ajudaram a construir o que somos hoje: uma referência global”, disse.
“Junto com a ANEA e a ApexBrasil, percorremos o mundo levando a mensagem do ‘Think Cotton, Think Brazil’. Essa frase representa o nosso esforço coletivo de posicionar nosso país como um líder global na produção de algodão. Que essa mensagem continue ecoando, seja em fábricas aqui no Brasil ou em mercados distantes na Ásia”, finalizou
Com informações de assessoria.




























