MDB unido
Foto: Marina Ramos / Agência Câmara
O MDB Nacional decidiu compartilhar com o diretório do DF as decisões sobre coligações e candidaturas, descartando a intervenção que circulava na imprensa, e criou uma comissão liderada pelo deputado Isnaldo Bulhões (AL) para negociar alianças.
Decisão compartilhada
O partido seguirá com a pré-candidatura do ex-governador brasiliense Ibaneis Rocha ao Senado ao lado da governadora Celina Leão (PP), pré-candidata à reeleição, evitando um racha interno que só prejudicaria a governabilidade.
Estratégia pragmática
A atitude do MDB escancara o pragmatismo que marca à política brasileira: em vez de briga pelo controle, optaram por compartilhar o poder para derrotar adversários comuns.
Sem disputa ideológica
Enquanto outros partidos se dilaceram em disputas ideológicas, o MDB se une em torno do objetivo real: eleger seus quadros. É a realpolitik na veia!
Delação suspeita

Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado
A oposição bolsonarista no Senado, liderada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), classifica como possível “chantagem do governo” a delação de Daniel Vorcaro (ex-Banco Master) contra o senador Davi Alcolumbre (União- AP), presidente do Congresso, envolvendo suposto pagamento de US$ 30 milhões (R$ 149,7 milhões) em conta secreta no exterior.
Chantagem versus delação
O senador alega que o governo usaria a confissão para forçar pautas como o fim da 6×1 e retaliar a derrota do ex-advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) aberta desde a aposentadoria do ex-ministro Luís Barroso.
Fisiologismo eleitoral
Independentemente de ser chantagem ou verdade, o episódio escancara o toma-lá-dá-cá que corrói as instituições. Se Vorcaro tem provas, que as apresente; se é armação, que se apure.
“Falta de quórum”
Mas o Congresso já admite não investigar o caso via Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) por “falta de quórum”em ano eleitoral – o que revela que, para a política brasileira, interesses partidários e recessos parlamentares falam mais alto do que a busca pela verdade.
Arma política

Foto: Carlos Moura / Agência Senado
O PT quer usar no horário eleitoral os áudios em que Flávio Bolsonaro chama Daniel Vorcaro de “irmão” e pede dinheiro para o filme do pai, com valores de US$ 24 milhões (R$ 119,76 mi) negociados e R$ 61 milhões repassados.
Áudios eleitorais
O partido aposta na força bruta da conversa – “estou sempre contigo”, “tô sem graça de cobrar, mas precisa” – e já consulta advogados para minimizar riscos de punição eleitoral.
Risco e estratégia
A estratégia petista é oportunista mas juridicamente arriscada: o ex-ministro do TSE, Henrique Neves, alerta que exageros nas interpretações podem render cassação da propaganda.
O fim justifica os meios?
No entanto, se o PT se limitar a mostrar o áudio nu e cru, o estrago na imagem de Flávio será enorme. No jogo da política, vale o ditado: o fim justifica os meios. Será?
Grande decisão

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) convocou coletiva de imprensa para quinta-feira (18). Ele fará anúncio decisivo sobre os próximos passos de sua trajetória política. Ele é um dos fundadores do Missão. A nova legenda tem como pré-candidato a presidente Renan Santos. Kataguiri figura como provável aspirante ao governo de São Paulo.
Daniella Marques
A ex-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-assessora especial do Ministério da Economia durante a gestão Paulo Guedes, no governo Jair Bolsonaro, Daniella Marques divulgou que decidiu integrar a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República na pauta da economia. As informações são do Blog da Ana Flor.
Licença
Daniella afirmou que se licenciou por seis meses da empresa que trabalha, a Legend, para “ajudar o Brasil”. Segundo ela, a ideia é propor um modelo econômico “mais austero e virtuoso” ao país.
PGR na Faria Lima

Foto: Divulgação / Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga conexões entre as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), agora classificadas pelos Estados Unidos (EUA), e o mercado financeiro (fintechs e fundos da Faria Lima), desde 2020 e 2021 – quando foram paralisadas pela pandemia e pelo desmonte da Lava Jato.
Investigação retardada
O Congresso ainda arquivou acordos de cooperação internacional, atrasando em anos a apuração da lavagem de dinheiro. Agora, com as operações Carbono Oculto e Fluxo Oculto da Polícia Federal, os investigadores miram os gestores insones do centro financeiro.
Poder e impunidade
Os episódios escancaram como o Estado é ineficiente contra o crime do colarinho branco: quando age, age tarde; quando podia agir, é travado por interesses parlamentares e corporativos.
Riscos climáticos

Foto: Reprodução / Instituto Socioambiental
O Brasil avançou no monitoramento e nos planos de adaptação, mas a prevenção dos riscos climáticos ainda é negligenciada: entre 2012 e 2024, para cada R$ 1 gasto em resposta, apenas R$ 0,39 foram para a prevenção.
Última hora
A vulnerabilidade social segue alta, com milhões vivendo em áreas de risco. O governo sabe onde o calo aperta, mas insiste em mobilizações de última hora em vez de investimento estruturante.
Falta gestão
O problema não é apenas climático, mas de gestão: o Estado precisa parar de priorizar obras faraônicas e respostas emergenciais, e focar em desburocratizar a regularização fundiária, facilitar seguros privados contra desastres e incentivar soluções baseadas no mercado, como alertas por aplicativo sem custo público.
Norte conectado

Foto: Divulgação / Secom-MCOM
O governo inaugurou a Infovia 03 no Amapá e Pará, com 800 km de cabos de fibra óptica subfluvial, levando internet mais rápida e estável a 1,5 milhão de pessoas, ampliando o pacote máximo de 1 Gbps para 2 Gbps e beneficiando saúde, educação e segurança pública.
Isolamento digital
A iniciativa é louvável por reduzir o isolamento digital e impulsionar o comércio local, mas o Estado não precisa ser o único protagonista: desburocratizar licenças, reduzir impostos sobre provedores regionais e incentivar a concorrência privada traria conectividade ainda mais rápida e barata, sem depender de obras bilionárias comandadas por Brasília.
Investimento estrangeiro

Foto: Divulgação / Secom-MCOM
O Brasil atraiu R$ 11,5 bilhões em investimentos estrangeiros no setor de telecomunicações no primeiro quadrimestre de 2026, um crescimento de 14% ante 2025, com destaque para a expansão do 5G (1,4 mil municípios cobertos) e o avanço dos data centers – que são uma grave ameaça às reservas hídricas.
Confiança externa
Esse fluxo bilionário demonstra que o país – apesar de uma carga tributária pesada e falta de compromisso fiscal do atual governo – segue sendo atrativo para o capital produtivo.
Redução de amarras
O dado é positivo, mas o potencial seria ainda maior se o governo reduzisse a burocracia e diminuísse impostos sobre infraestrutura.
Segurança jurídica
O Estado deve se limitar a garantir segurança jurídica e a desburocratizar licenças – o restante, a iniciativa privada faz melhor e mais rápido, levando conectividade a regiões isoladas sem depender de Brasília.
Transnordestina

Foto: Divulgação / TLSA
A Transnordestina bate recorde de 1,69 km de trilhos por dia, com R$ 9,8 bilhões investidos (total de R$ 15 bi) e previsão de entrega de 100 km ainda neste mês, ligando o sertão ao Porto do Pecém.
Obra faraônica
O governo comemora o ritmo acelerado, mas a ferrovia começou a ser construída há mais de uma década e ainda está longe de ficar pronta – um clássico exemplo de obra pública superfaturada, atrasada e viabilizada a golpes de fundos regionais, sem preocupação com o retorno ao contribuinte.
Logística com amarras estatal
O investimento bilionário em uma ferrovia estatal é uma ineficiência pura: o setor privado, se tivesse segurança jurídica e concessões bem desenhadas, faria o mesmo por menos da metade do custo e em metade do tempo.
Deveria desestatizar
Em vez de gastar R$ 15 bilhões dos cofres públicos, o governo deveria desestatizar a Transnordestina, leiloar sua operação e usar os recursos para reduzir impostos e melhorar a infraestrutura existente. Enquanto isso, o país continua sendo o campeão do “capitalismo de compadres”.
Fronteira Legal

Foto: Rosinei Coutinho / STF
O ministro Flávio Dino conduziu na última quarta-feira, 10, audiência para discutir a prestação de serviços públicos (saúde, educação, segurança) na zona de disputa territorial entre Pará e Mato Grosso (área de 22 mil km²), após Mato Grosso ter apresentado ação rescisória contra decisão do STF de 2020 que manteve a divisa estabelecida em 1922.
Sem cooperação
Os dois estados argumentam que já prestam atendimento a populações do lado oposto, mas sem cooperação formal – um exemplo clássico de ineficiência estatal.
Critérios geográficos
O problema não deveria chegar ao STF. A solução é simplificar a delimitação territorial com base em critérios geográficos objetivos, e não em disputas políticas. Em vez de anos de litígio, o governo federal deveria incentivar a cooperação voluntária entre municípios e entre estados – com redução de impostos e desburocratização – para que saúde e educação fluam naturalmente, sem a tutela do Judiciário.
Acordo na fronteira

Foto: Rosinei Coutinho / STF
O ministro Flávio Dino homologou na última quinta-feira, 11, o primeiro acordo entre Mato Grosso e Pará para mapeamento conjunto de imóveis e regularização fundiária na área de 22 mil km² disputada, após audiência de conciliação.
Judicialização excessiva
A medida evita que o impasse se eternize, mas mostra como o Judiciário precisa intervir até na definição de divisas e prestação de serviços públicos – um sintoma da incapacidade dos estados de resolverem seus conflitos administrativos sem recorrer ao Supremo.
Solução pragmática
É positivo que as partes estejam dialogando e que o STF homologue acordos, mas o ideal seria evitar que esse tipo de controvérsia chegasse à Corte: bastaria uma lei federal simplificando a delimitação territorial e incentivando a cooperação voluntária entre municípios, com menos burocracia e mais autonomia para gestores locais.
Cidadão esperando
Enquanto isso, prevalece o “método brasileiro”: litígio, cartórios e mais cartórios – e o cidadão comum segue esperando.
Frase do Dia
“Presidente deve ligar ou mandar uma carta para o presidente Trump. Eu também já disse, estou à disposição para falar com o Scott Bessent (secretário do Tesouro dos EUA). O (Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) Marcio Elias Rosa está falando com o Jamieson Greer (secretário de Negócios dos EUA); deve falar agora nesses próximos dias”.
Doministro da Fazenda, Dario Durigan
























